Foto aérea panorâmica de uma grande feira agropecuária ao entardecer. Em primeiro plano, vê-se a estrutura de estandes da Aprosoja MT, organizados para receber produtores. Ao fundo, o parque de exposições conta com diversas tendas, máquinas agrícolas e grande circulação de pessoas sob a luz dourada do pôr do sol.

Aprosoja MT intensifica presença em feiras para fortalecer diálogo com produtor rural

A presença da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) nas principais feiras agropecuárias do estado vai muito além da exposição de marcas; trata-se de uma reafirmação estratégica do compromisso com o produtor rural, consolidando esses eventos como espaços vitais para o diálogo, a inovação e o fortalecimento do setor. Em março, a agenda da associação contempla a Farm Show, em Primavera do Leste, entre os dias 8 e 13, e a Show Safra, em Lucas do Rio Verde, de 23 a 27, reafirmando o propósito de ouvir demandas e oferecer suporte técnico direto àqueles que movem o agronegócio mato-grossense. Para os núcleos regionais da associação, os estandes montados nos parques de exposição funcionam como um ponto de encontro e uma “casa” do produtor dentro das feiras. Segundo Cristian Willy Braun, delegado coordenador em Primavera do Leste, o ambiente aberto e acolhedor favorece o intercâmbio de informações e o contato direto com as lideranças, permitindo que o produtor acesse orientações sobre projetos como o CTECNOs, legislação ambiental e o Classificador Legal sem precisar se deslocar até a sede. Essa proximidade é fundamental para que a organização compreenda as particularidades de cada região, garantindo que suas ações e defesas políticas sejam pautadas na realidade vivida dentro das porteiras. Essa visão é compartilhada por Taisa Botton, delegada coordenadora em Lucas do Rio Verde, que destaca o papel de escuta ativa exercido durante esses encontros. Para ela, as feiras permitem que preocupações sobre logística, segurança jurídica e desafios operacionais sejam mapeadas de forma estruturada, tornando a atuação da associação muito mais eficiente. Além do suporte ao produtor, a vice-presidente Sul, Laura Battisti Nardes, reforça que a participação nestes eventos também serve como vitrine para a sociedade, promovendo a disseminação de conhecimento sobre o complexo industrial da soja e do milho e estreitando os laços entre o campo e o público urbano. Com presença já confirmada para abril na Parecis SuperAgro e na Norte Show, a associação segue cumprindo sua missão de representar com responsabilidade e estar sempre ao lado de quem produz. Fonte: Aprosoja MT

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Foto em plano médio de um homem e uma mulher sentados em uma bancada de estúdio de podcast. À esquerda, uma mulher de cabelos longos e castanhos veste uma camiseta branca e calça clara. À direita, um homem de barba, vestindo uma camisa social azul de mangas compridas, sorri para a câmera. Entre eles, há uma bancada de madeira com um detalhe em verde ondulado, onde estão dois microfones Shure com o logotipo "Apro360" e duas canecas brancas. Ao fundo, uma tela de TV exibe o logotipo verde e branco "Apro360", com decoração de grãos em frascos de vidro e iluminação neon.

Tributarista detalha principais mudanças da Reforma Tributária no Apro360

Com parte das alterações já em vigor neste ano, a recomendação é que o produtor esteja atento para evitar impactos financeiros e operacionais Dando continuidade à série de conteúdos sobre a Reforma Tributária, o Apro360, podcast da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), recebeu nesta quinta-feira (05.03), o tributarista Jonas da Costa. Durante o episódio, o especialista detalhou as principais mudanças nas formas de cálculo, a dinâmica de apuração dos impostos, o que está em vigor neste ano e orientou que os produtores se mantenham bem informados diante do novo cenário. Ao longo da conversa, Jonas destacou que a Reforma Tributária vai além da simples substituição de cinco tributos por dois. Segundo ele, a transformação mais significativa está na forma de cálculo e na apropriação dos créditos tributários. A mudança, além de burocrática, representa um novo contexto econômico e exige adaptação por parte do produtor rural, que precisará se adequar a uma nova lógica tributária. “Não só para o produtor, mas para toda a economia, nós temos a mudança desses cinco tributos por outros dois. Mas nós não estamos trocando somente a nomenclatura, mas sim formas de se calcular o tributo e formas de apropriar os créditos dessa tributação. O produtor rural teve, por muito tempo, uma tranquilidade, por ser pessoa física, em não ser contribuinte em PIS, Cofins e ICBS quase toda a cadeia é diferida. E agora a gente trocando esses cinco tributos por dois, o produtor pode ter que ser contribuinte. Mas é uma questão burocrática, economia e de mentalidade, também”, destacou. O tributarista também explicou quais mudanças já estão em vigor e antecipou os próximos passos do cronograma de transição. Segundo ele, em 2026 será um período de testes para calibrar as alíquotas da CBS e do IBS, preparando o setor para a implementação gradual do novo modelo, prevista para ser concluída em 2033. “Em 2026 nós estamos em período de teste, sendo 0.9 de ICBS e 0.1 de IBS, que é uma forma de calibrar qual vai ser a alíquota da ICBS no ano que vem, porque vai acabar o PIS, Cofins e a CBS. Então um produtor rural, que por ventura, teve um faturamento de três milhões e seiscentos em 2025, lá em 2027 ele já vai ser contribuinte da CBS. Portanto, é uma mudança estrutural muito grande. Em 2027 e 2028 nós teremos a CBS em pleno vigor. E em 2029 o ICMS e o ISS começa a dar vez ao IBS”, explicou Jonas da Costa. Durante o período de transição, Jonas reforçou que a principal responsabilidade do produtor rural será realizar a classificação correta dos grãos, já que os sistemas fiscais estão sendo parametrizados para o novo modelo. De acordo com ele, além de observar preços, será fundamental analisar para quem a venda está sendo realizada e qual a finalidade da operação, fatores que passam a impactar diretamente na tributação. “Os sistemas de emissão já estão sendo parametrizados para incluir o IBS e o ICBS, então a principal missão do produtor é fazer a classificação correta. E o que vai importar é para quem eu estou vendendo e qual a finalidade daquela venda. Uma venda para exportação já tem que deixar claro antes de sair da porteira, porque eu sei que essa operação será imune e não estará sujeita a IBS e ICBS em momento algum. Então eu tenho todos esses detalhes que precisam ser vistos antes da operação acontecer. Não basta escolher o menor preço na hora de comprar, porque pode ser que ele entregue o preço e não o crédito tributário. E quando for vender a minha produção, ele terá que pagar o IBS e ICBS e não terá crédito para compensar”, ressaltou. Para o especialista, o início das novas obrigações fiscais tende a ampliar o controle sobre as atividades produtivas. Ele alertou que o acompanhamento contábil será ainda mais essencial, já que a incidência tributária passa a impactar desde a compra até a emissão das notas fiscais, exigindo planejamento e atenção redobrada. “Daqui a pouco, com as obrigações do fisco vindo, nós vamos ter maior controle da lavoura porque a obrigação fiscal vai obrigar que isso aconteça. Mas, agora, a nossa recomendação é que o produtor esteja junto a seu contador, pois desde a compra do grão vai importar. Ele vai precisar do código certo que o fornecedor entregou, se não, não conseguirá usar o crédito depois e o momento da emissão da nota também vai importar. Muitas vezes, a forma de produzir também vai mudar”, finalizou Jonas. Desde o ano passado, o Apro360 tem recebido especialistas para detalhar e orientar o produtor rural mato-grossense sobre as mudanças previstas na Reforma Tributária. Com parte das alterações já em vigor neste ano, a recomendação é que o produtor esteja atento para evitar impactos financeiros e operacionais. Ao longo deste ano, novos convidados devem participar do podcast para aprofundar o debate e esclarecer dúvidas do setor. Fonte: Assessoria

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LF Leilões participa da posse da nova diretoria do Sindicato Rural de Rondonópolis

A equipe da LF Leilões marcou presença na cerimônia de posse da nova diretoria do Sindicato dos Produtores Rurais de Rondonópolis, realizada na noite de terça-feira, 3 de março, no centro de eventos do Parque de Exposições Wilmar Peres de Farias. O evento oficializou o início da gestão para o triênio 2026/2028 e reuniu importantes lideranças do agronegócio regional, consolidando parcerias estratégicas para o desenvolvimento do setor. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por LF LEILÕES ®️ (@lfleiloesmt) Representando a empresa, Andrea Sawamura, sócia-proprietária da LF Leilões, esteve presente junto com a equipe e demais proprietários da empresa, acompanhando a posse do novo presidente do sindicato, Beto Torremocha. A presença reforça o relacionamento consolidado da empresa com as entidades que representam o produtor rural e evidencia o fortalecimento das parcerias dentro do setor agropecuário mato-grossense. A LF Leilões mantém forte ligação com o ambiente do agronegócio de Rondonópolis e possui escritório estrategicamente instalado dentro do Parque de Exposições, local que concentra importantes eventos e negócios do setor na região. Reconhecida pela atuação destacada no mercado de leilões pecuários, a empresa atua conectando criadores, compradores e investidores do agronegócio, contribuindo significativamente para movimentar a economia rural e fortalecer a cadeia produtiva da pecuária regional. A participação da LF Leilões no evento de posse reforça seu compromisso institucional com o desenvolvimento sustentável do agro e com o crescimento estruturado do setor em Mato Grosso. A presença de Andrea Sawamura e da equipe demonstra que a empresa valoriza as relações institucionais e reconhece a importância das entidades representativas para o fortalecimento do agronegócio. O triênio 2026/2028 sob a presidência de Beto Torremocha inicia com expectativas positivas de crescimento e consolidação do setor produtivo rondonopolitano.

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Mulheres ganham espaço e assumem o protagonismo em diversas áreas da indústria

O cenário do corpo de colaboradores das indústrias e parques fabris espalhados pelo Brasil passa por uma transformação que não passa despercebida, se há duas décadas o ambiente industrial era dominado pela figura masculina. Hoje a presença feminina nas indústrias não é apenas uma questão de cota social, mas uma vantagem estratégica consolidada. De acordo com dados recentes do Observatório de Mato Grosso elaborado pelo Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Sistema Fiemt), a participação feminina no setor industrial do estado mantém uma trajetória de crescimento, ultrapassando os 22% de cargos ocupados, em áreas antes consideradas “pesadas”, como a metalurgia, automação e de operação de máquinas. Um destes postos de trabalho conquistado por uma mulher é da operadora de máquinas, Lucinéia Figueiredo, de 45 anos, que há cinco anos trabalha nas indústrias Refrigerantes Marajá. Ela conta que seu primeiro emprego foi como cobradora de ônibus, mas se encontrou mesmo profissionalmente na indústria, na empresa iniciou como inspetora de garrafas e com tempo subiu de função e atualmente é operadora de máquinas. “Eu gosto do que faço hoje, lá atrás foi a primeira vez que eu tinha entrado em uma indústria e não tinha noção de como que era, mas hoje eu prefiro trabalhar com máquina do que com gente. Quando comecei eram poucas mulheres na operação das máquinas e agora somos mais mulheres atuando, e deve ser porque somos mais caprichosas na hora de fazer as tarefas que os homens, não é?”, brincou. A Clarice Barros de Arruda de 26 anos, casada e com um filho de 5 anos, trabalha há quatro anos também Refrigerantes Marajá, hoje é uma operadora de máquinas, assim como Lucinéia. E viu na oportunidade de trabalhar na indústria de ajudar na renda familiar junto com o esposo. “Eu acho que é bem importante trabalhar, porque tem o lado financeiro também que traz mais tranquilidade para a família. Eu acho que vale a pena a correria de conciliar o lar e o trabalho, até porque nós mulheres temos que procurar o nosso próprio caminho. Então eu acho que a mulher tem que trabalhar, conquistar seus sonhos e coisas, eu prefiro ter meu próprio dinheiro para não precisar ficar pedindo para o marido”, disse. Segundo o gestor de Recursos Humanos da Refrigerantes Marajá, Tiago Bruehmueller Morinigo, a ascensão feminina na indústria já é uma realidade sem volta. Atualmente na empresa são 42 mulheres no quadro funcional de colaboradoras e estão espalhadas em diversos níveis da indústria. “Para nós é motivo de orgulho. A indústria tem mudado e mudado para melhor no nosso ponto de vista. Hoje, nós temos a possibilidade de contar com o trabalho das mulheres, isso faz toda a diferença, porque muitas vezes elas demonstram mais capacidade e competência do que antigamente se pensava em relação aos homens. Nós temos mulheres em diferentes áreas e uma parte significativa delas dentro da equipe de liderança, inclusive temos alguns setores que são chefiados por mulheres e isso para nós é uma coisa relevante também porque tradicionalmente as empresas sempre tiveram mais homens nos cargos de liderança e a gente já faz muitos anos a gente percebeu que isso era senso comum, e isso não faz a diferença”, comentou. Fonte; Assessoria

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Mauro Mendes cita Haliti Paresi como exemplo de produção com preservação

O governador Mauro Mendes usou a experiência do povo Haliti Paresi, na região de Campo Novo do Parecis, como exemplo de produção agropecuária dentro de território indígena com preservação ambiental e manutenção cultural. Na fala, ele destacou que a etnia está organizada em cooperativas e ocupa uma parcela pequena do território para plantar, mantendo a maior parte da área preservada, junto com costumes e língua. Ao comentar o modelo, o governador afirmou que os Haliti Paresi “estão organizados hoje em quatro cooperativas” e que “estão plantando hoje mais de 20 mil hectares dentro da reserva deles”, que, segundo ele, tem “1 milhão e 200 mil hectares”. Mendes reforçou a ideia de uso proporcional reduzido ao dizer que a produção ocupa “em torno de 2% desse território”, enquanto o restante permanece preservado, incluindo a cultura e a língua das crianças. Dados divulgados pela Funai em publicações oficiais apontam que as lavouras cultivadas por Haliti Paresi, Nambikwara e Manoki ocupam perto de 20 mil hectares de um total de aproximadamente 1,3 milhão de hectares, o que corresponde a cerca de 1,7% da área, número próximo do percentual mencionado pelo governador. O discurso do governador também trouxe uma defesa direta de políticas que, na visão dele, ampliem oportunidades de trabalho e renda para povos indígenas. No trecho divulgado, ele afirmou que “os índios querem dignidade, querem trabalhar, querem produzir e com seu trabalho sustentar sua família”. Em seguida, ele concluiu que o caso é “um exemplo que tem que ser seguido no Brasil inteiro”. A experiência citada por Mendes é frequentemente mencionada em debates sobre etnodesenvolvimento e autonomia produtiva. Reportagens do setor agro registram o número de 20 mil hectares como referência do projeto agrícola e destacam a continuidade do modelo ao longo dos anos, com produção em escala e organização comunitária. No âmbito institucional, há registros de apoio do Governo de Mato Grosso a iniciativas ligadas às cooperativas do povo Haliti Paresi. Em 2021, a Secretaria de Comunicação do Estado informou que o governador garantiu uma linha de crédito durante audiência com representantes da Cooperativa Agropecuária do Povo Indígena Haliti Paresi, a Coopiparesi, com foco em beneficiar famílias indígenas de Campo Novo do Parecis e região, incluindo produção e projetos de sustentabilidade. A fala do governador ganhou projeção porque conecta três temas de alto impacto no estado, produção, preservação e autonomia econômica. Ao citar que a área cultivada é pequena em relação ao território total, Mendes buscou sustentar o argumento de que é possível produzir sem comprometer a proteção ambiental e, ao mesmo tempo, fortalecer dignidade e renda das comunidades envolvidas. Fonte: Redação

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LF Leilões abre temporada em Rondonópolis e movimenta o agro com leilão digital

O 5º Leilão Digital Criadores de Rondonópolis marcou a abertura da temporada 2026 da LF Leilões na região e reuniu criadores, compradores e convidados neste sábado, 7 de fevereiro, no Parque de Exposições de Rondonópolis, Wilmar Peres de Farias. A programação começou às 13h e reforçou o peso da cidade como polo pecuário, com negócios acontecendo em ritmo forte e participação ativa de fazendeiros da região e de outros municípios. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por LF LEILÕES ®️ (@lfleiloesmt) Segundo a organização, o leilão foi um sucesso absoluto, com volume expressivo de lances e resultado acima da expectativa, ultrapassando R$ 9 milhões em vendas de gado. A leitura interna é de que a combinação entre oferta selecionada, credibilidade e transmissão digital ajudou a acelerar negociações e ampliar o alcance do evento. A própria LF Leilões reforçou, nas chamadas do leilão, a proposta de conectar criadores e compradores com agilidade e segurança, mantendo o padrão de procedência dos lotes. Além do leilão, o dia também marcou a inauguração do escritório da LF Leilões em Rondonópolis, instalado no ambiente da Exposul, como novo ponto de apoio comercial e operacional para a região. Em avaliação feita durante o evento, a chegada do escritório foi apresentada como um reforço para o agronegócio local, ampliando a presença da empresa e facilitando negócios recorrentes, tanto para quem vende quanto para quem compra. A iniciativa foi tratada como um passo estratégico em uma praça onde o agro já é forte e altamente pulsante. A solenidade contou com presença de lideranças e convidados, incluindo o presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis e a colunista social Mara Oliveira, que acompanhou o evento e realizou entrevista com os responsáveis pela LF Leilões. No encontro, a avaliação destacada foi a de que a estrutura local tende a gerar reflexos positivos no comércio e na cadeia de serviços do agro, fortalecendo a cidade como rota de negócios e atraindo mais movimentação para o calendário pecuário. Com atuação no mercado de leilões e foco em ambiente digital, a LF Leilões se apresenta como uma empresa que busca fomentar a pecuária brasileira e ampliar acesso a lotes e transmissões ao vivo, com operações recorrentes ao longo do ano. Fonte: Redação

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Perdas pós-colheita viram gargalo e pesam no bolso do agro em 2026

A safra brasileira de grãos 2025/2026 caminha para mais um recorde, com produção estimada em mais de 350 milhões de toneladas, segundo projeção da Conab. O volume reforça a força do Brasil como fornecedor global, mas também expõe um problema que, em ano de colheita cheia, fica ainda mais caro, as perdas no pós-colheita. Levantamentos citados no setor indicam que as perdas ao longo da cadeia podem chegar a até 20% da produção, puxadas principalmente por falhas no armazenamento, controle inadequado de umidade e limitações logísticas. Em vez de ser um detalhe operacional, o pós-colheita passa a decidir a margem do produtor, porque qualquer erro de medição, secagem, impureza ou estocagem vira desconto direto na rentabilidade. O cenário fica mais sensível por um gargalo estrutural. A Abimaq estima que o déficit da capacidade estática de armazenagem já supera 118 milhões de toneladas. Na prática, isso significa mais grãos disputando menos espaço, com maior pressão por eficiência, giro rápido e decisões certeiras sobre secagem e conservação. Quando o sistema não acompanha o crescimento da produção, aumentam as filas, os custos e o risco de perda de qualidade. A discussão ganha dimensão quando os números históricos entram na conta. Apenas em 2020, o Brasil teria perdido 36,7 milhões de toneladas de grãos, o equivalente a cerca de 15% da produção de culturas como arroz, cevada, milho, soja e trigo, conforme dados citados pela Conab. Em momentos de preços mais altos, esse desperdício tende a representar impacto financeiro bilionário para o setor. No centro desse problema está um ponto que parece simples, mas define resultado, medir e controlar umidade com precisão. Segundo Jessica Lima, engenheira de soluções da linha Fast Factory da Toledo do Brasil, quando se fala em grandes volumes, qualquer imprecisão se reflete em desperdícios, custos adicionais e perda de previsibilidade ao longo de toda a cadeia. A lógica é direta, o grão fora do padrão perde qualidade, pesa menos no resultado, exige retrabalho e, em muitos casos, se torna mais vulnerável a deterioração. A resposta do setor, portanto, tende a combinar gestão e tecnologia. O artigo cita soluções de medição rápida de umidade, com correção automática por temperatura e operação simplificada, como forma de padronizar processos e reduzir variáveis no pós-colheita. A ideia é transformar controle em rotina e não em “apagar incêndio” quando o problema já apareceu. Em uma safra recorde, o pós-colheita deixa de ser etapa final e vira etapa decisiva. Quem reduz perdas preserva margem, melhora previsibilidade e sustenta competitividade, mesmo com limitações de armazenagem e logística apertada.

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Chapéu ou capacete, o que muda para o peão no campo

A discussão sobre “trocar o chapéu pelo capacete” ganhou força após um caso no Tocantins e uma autuação por ausência de EPI. Especialistas e entidades do agro afirmam que não existe uma regra nova obrigando todo trabalhador rural a abandonar o chapéu, a exigência depende do risco da atividade e da análise técnica feita na propriedade. O que a norma realmente exige A base do debate está na NR-31, que trata de segurança e saúde no trabalho rural e vale para atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. A norma estabelece que as medidas de prevenção e os EPIs devem ser definidos conforme os riscos presentes em cada tarefa, e não por uma regra genérica para toda a rotina do campo. Na prática, o capacete é indicado e pode ser exigido quando há risco real de impacto na cabeça, como em atividades com possibilidade de queda de objetos, trabalhos em estruturas, reformas, silos e situações equivalentes. Essa leitura foi reforçada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, por meio da assessora jurídica Rosirene Curado, ao afirmar que não houve inclusão recente que obrigue capacete em tarefas como o pastoreio, e que a exigência continua vinculada ao risco identificado. Outro ponto que gerou ruído é a confusão entre capacete de segurança e capacete de trânsito. Quando o deslocamento ocorre em motocicleta, o uso é obrigatório por regras de trânsito, não por imposição específica da legislação trabalhista rural. Responsabilidade da fazenda e impacto nas rotinas Mesmo quando há resistência do trabalhador, a responsabilidade pelo cumprimento das normas de segurança recai sobre o empregador. Especialistas citados no debate lembram que a fiscalização tende a cobrar a adoção do EPI adequado quando o risco existe, e a ausência pode gerar autuação e responsabilização da fazenda. A engenheira de segurança do trabalho e instrutora do Senar, Carolina Melo Prudente, reforça que o chapéu não é proibido, mas não substitui o capacete quando a atividade oferece risco. A orientação, segundo ela, é olhar para o risco real, e não tratar a medida como ataque à tradição. O tema também chegou ao Congresso. O deputado Rodolfo Nogueira apresentou um projeto para sustar efeitos de uma Portaria nº 104/2026 do Ministério do Trabalho, sob o argumento de que o texto poderia ampliar interpretações e abrir margem para multas em situações tradicionais. Para propriedades rurais, o caminho mais seguro é técnico e preventivo: mapear riscos, registrar o que cada função exige, treinar equipe e padronizar o fornecimento e o uso de EPI. O chapéu continua como símbolo cultural, mas, quando a tarefa expõe o trabalhador a risco de impacto, a proteção deve vir primeiro, por segurança, por responsabilidade legal e por gestão profissional da fazenda.

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Entidades divulgam nota técnica sobre uso de EPIs como chapéu e capacete no campo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) por meio do seu representante local, o Sindicato dos Produtores Rurais de Rondonópolis, divulgou uma nota técnica para esclarecer o uso de chapéu e do capacete nas atividades rurais no campo previsto na Norma Regulamentadora (NR-31). A entidade destaca que a norma, em vigor desde 2005, determina que o empregador implemente o Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR) na propriedade, instrumento que exige a identificação dos riscos ocupacionais e a adoção de medidas preventivas proporcionais a cada atividade. Segundo a CNA, no PGRTR devem constar todos os riscos ocupacionais, como químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, além das medidas de prevenção a serem adotadas para cada risco. Dessa forma, a definição do Equipamento de Proteção Individual (EPI) adequado deve ser feita caso a caso, com base em análise técnica. Na nota, a CNA pontua que o chapéu é reconhecido na NR-31 como uma forma de proteção contra intempéries climáticas e faz parte dos dispositivos de proteção pessoal listados na norma. Em relação ao capacete, o item é usado como segurança para proteger o trabalhador contra impactos e traumas durante o exercício da atividade. Na publicação, a confederação ressalta que a norma passou por atualização em 2020 e que a revisão não incluiu qualquer obrigação inédita de uso de capacete nem proibição de chapéu. “As alterações tiveram como objetivos principais simplificar e desburocratizar a norma, deixando mais claras as regras existentes, sem comprometer a segurança do trabalho”, afirma a nota. A confederação conclui ressaltando a importância de o produtor rural continuar cumprindo a NR-31, ao realizar a gestão de riscos, fornecer EPIs adequados às atividades e promover a segurança do trabalhador.Outras informações entre em contato pelos telefones (66) 3423-2990 ou (66) 99956-5283. Fonte: Assessoria

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TCU abre auditoria em crédito rural e mira possível venda casada

O Tribunal de Contas da União decidiu abrir uma auditoria operacional para verificar se há conformidade na concessão de crédito rural e se existem indícios de práticas abusivas, incluindo possível venda casada, em operações realizadas por bancos públicos e acompanhadas pelo Banco Central. A medida foi aprovada em 28 de janeiro de 2026, por meio de acórdão do plenário do TCU. A auditoria vai alcançar Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia (Basa), BNDES e Banco do Nordeste (BNB). Além do tema da venda casada, o trabalho também prevê análise sobre transparência de taxas e encargos cobrados de produtores rurais, além da adequação de governança e controles internos das instituições financeiras públicas federais na execução dessa política pública. No caso do Banco Central, o foco será avaliar a atuação supervisora do órgão no acompanhamento dessas operações. O objetivo, segundo o texto aprovado, é checar se o modelo de fiscalização e os controles existentes são suficientes para garantir que a política de crédito rural seja executada com regras claras e proteção ao tomador do crédito. O acórdão não prevê, neste momento, auditoria direta em bancos privados. Ainda assim, o voto do relator do processo, Benjamin Zymler, aponta que o TCU tem competência para analisar instituições privadas quando as operações de crédito rural envolvem recursos públicos, como fundos constitucionais ou recursos do Tesouro usados para subsídios, incluindo operações ligadas ao Plano Safra. A abertura da auditoria teve origem em um pedido aprovado em dezembro pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, que solicitou a fiscalização sobre a execução do crédito rural. O TCU informou que reduziu parte do escopo inicialmente sugerido, porque alguns pontos já haviam sido tratados em auditorias e processos recentes, como temas ligados a desvio de finalidade e transparência de subvenções econômicas. Ao fim do trabalho, o tribunal informou que os resultados e eventuais medidas posteriores serão comunicados ao presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS).

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