Operação Elo Oculto mira grupo investigado por assassinato de jovem em Poxoréu; vereador é alvo de prisão temporária

Publicado 14/07/2026 às 14:36 Isaque
Foto: Divulgação @issoenoticia

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação Elo Oculto para cumprir oito ordens judiciais relacionadas à investigação do assassinato de uma jovem de 20 anos, morta a tiros na madrugada de 10 de maio de 2026, em uma casa noturna às margens da Rodovia MT-130, em Poxoréu.

A vítima estava no interior do estabelecimento quando um homem armado invadiu o local e efetuou diversos disparos. A jovem foi atingida em regiões vitais e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.

As investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Poxoréu apontam que o crime teria sido ordenado por integrantes de uma facção criminosa com atuação na região. Segundo a apuração, a motivação estaria ligada ao fato de a mãe da vítima trabalhar na base da Polícia Militar do município. A jovem, ocasionalmente, auxiliava a mãe no local e, por frequentar a unidade policial, teria sido considerada pelos criminosos como uma suposta informante das forças de segurança.

De acordo com a Polícia Civil, essa suspeita levou os integrantes da organização criminosa a decretarem a morte da jovem.

Oito ordens judiciais

A operação é coordenada pela Delegacia de Poxoréu, com apoio das unidades da Regional de Primavera do Leste. Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pela Justiça contra sete investigados.

As diligências ocorrem simultaneamente nos municípios de Poxoréu, Primavera do Leste e Canarana.

Entre os alvos da operação está um vereador de Poxoréu, contra quem foi decretada prisão temporária por suspeita de envolvimento no caso. A Polícia Civil, no entanto, não divulgou a identidade do investigado em razão do sigilo das investigações.

Busca por novas provas

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais procuram apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam esclarecer a dinâmica do crime, identificar possíveis coautores e definir o grau de participação de cada investigado.

Segundo a Polícia Civil, o nome “Elo Oculto” faz referência às conexões investigadas entre os suspeitos, a execução do homicídio e os fatos ocorridos após o assassinato.

O inquérito policial segue em andamento e tramita sob sigilo. A expectativa é de que a análise do material apreendido contribua para o avanço das investigações e para a responsabilização de todos os envolvidos no crime.

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