A passagem do Tufão Maysak pelo sul da China deixou um rastro de destruição e provocou uma situação alarmante para a população. Além dos estragos causados pelos ventos de até 260 km/h e pelas fortes chuvas, mais de 900 cobras escaparam de um criadouro na província de Guangxi Zhuang após as enchentes destruírem as barreiras de contenção da propriedade.
Entre os animais que fugiram estão espécies consideradas inofensivas, como cobras-d’água, e serpentes altamente venenosas, incluindo najas, elevando o risco para moradores das áreas afetadas.
A situação ganhou contornos ainda mais graves após uma mulher morrer ao ser picada por uma das serpentes que escaparam do criadouro. Ela foi socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Em resposta à emergência, o governo chinês mobilizou equipes especializadas para localizar e recapturar os animais. Os grupos, compostos por até dez profissionais, utilizam redes, equipamentos de contenção e armas de choque durante as operações. As autoridades também orientaram a população a não tentar capturar as cobras por conta própria e a acionar imediatamente os serviços de emergência ao encontrar qualquer um dos répteis.
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Enquanto o trabalho de captura continua, o país também enfrenta os impactos da tempestade. Segundo estimativas oficiais, o Tufão Maysak já deixou pelo menos 11 mortos e 311 feridos. Na província de Hubei, a agência estatal chinesa informou que aproximadamente 4.855 residências foram destruídas, agravando a situação de milhares de famílias.
Imagens divulgadas pelas autoridades mostram a força do fenômeno, que foi capaz de arrastar caminhões por dezenas de metros e causar danos significativos à infraestrutura urbana e industrial. Hubei, uma das regiões mais atingidas, é considerada um importante polo da indústria automobilística chinesa.
Diante da gravidade da situação, o presidente Xi Jinping determinou prioridade máxima às operações de resgate, ao atendimento das vítimas e ao reassentamento das famílias afetadas. Mais de 3 mil voluntários participam das ações de busca, socorro e assistência nas áreas atingidas.
Além da destruição provocada pelo tufão, a fuga das centenas de serpentes tornou-se um dos principais desafios enfrentados pelas autoridades chinesas, que seguem trabalhando para controlar a situação e reduzir os riscos à população.
Fonte: Brasil Paralelo