Congelamento do Fethab garante fôlego financeiro ao produtor de Mato Grosso

Publicado 14/07/2026 às 07:48 Edileusa Jacyntho
Uma fotografia em ângulo lateral médio de um painel de discussão em uma conferência. Cinco homens estão sentados em uma mesa longa coberta com uma toalha verde-oliva. Eles estão voltados para a direita, ouvindo um orador (fora do enquadramento). Identificações de mesa verdes estão na frente de cada homem. O homem mais próximo à esquerda tem uma identificação legível que diz: "Frederico Tannure Filho" e "Presidente da Famato". Ele está sentado e ouvindo. O homem ao centro está gesticulando levemente com as mãos enquanto fala ou concorda. Outras garrafas de água e copos estão espalhados pela mesa. No fundo, há um grande ecrã de projeção branco que exibe o logotipo "FÓRUM AGRO MT" em letras grandes e coloridas, com logotipos menores abaixo e uma lista de pauta que começa com "PAUTA". Uma cortina de palco azul escura está ao lado do ecrã. A iluminação é de conferência, uniforme e clara.
Foto: Aprosoja MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso defendeu a confirmação do congelamento do Fethab para o segundo semestre de 2026 como uma medida importante para garantir o equilíbrio econômico do setor produtivo. A decisão representa um alívio diante do aumento dos custos de produção, juros elevados, margens apertadas e restrição de crédito enfrentados no campo. De acordo com o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, a iniciativa evita o aumento imediato da carga tributária e garante maior previsibilidade para o planejamento das próximas safras.

Atualmente, o custo do fundo pago pelo produtor gira em torno de 185 reais por hectare, valor que supera o dobro da renda estimada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. Com a manutenção do congelamento desde o ano passado e a possível renovação do Fethab 2 até o final de 2027, estima-se que o setor produtivo mato-grossense deixe de desembolsar entre 1,4 bilhão e 1,7 bilhão de reais. Esse montante que permanece no caixa do produtor rural pode ser direcionado para o custeio das atividades e para movimentar a economia local por meio da manutenção de máquinas, contratação de mão de obra, prestação de serviços e investimentos internos, gerando arrecadação indireta para o Estado.

A medida também possui caráter social ao diminuir a pressão sobre os custos de produção, o que ajuda a conter novos aumentos nos preços dos alimentos para a população. Além disso, o impacto do imposto interfere diretamente na rotina financeira das propriedades devido à exigência de recolhimento antecipado em certas operações de venda, o que demanda disponibilidade imediata de caixa. Segundo a delegada do núcleo Vale do Arinos, Jaqueline Piovesan, o cenário se torna ainda mais complexo porque, além do pagamento do tributo voltado para a malha viária, muitos trechos passam por concessões com pedágios caros, gerando uma dupla cobrança para o produtor.

Diante de margens negativas e da necessidade de financiamentos com taxas elevadas para a continuidade dos trabalhos, a Aprosoja Mato Grosso reforça que a manutenção dos valores do fundo funciona como um fôlego financeiro indispensável para minimizar os danos ao setor e segue atuando em busca de soluções para garantir infraestrutura, segurança econômica e competitividade para o desenvolvimento do Estado.

Fonte: Aprosoja MT

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Edileusa Jacyntho

Jornalista no Atitude MT, formada pela UNEMAT Rondonópolis. Atuo com cobertura de Política e Social, sempre com informação responsável. Também produzo conteúdos de entretenimento e trabalho com Comunicação Estratégica e Assessoria de Imprensa, transformando fatos em histórias e marcas em autoridade.

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