O município de Rondonópolis entrou no período mais crítico da estiagem, quando o ar seco e a vegetação ressequida transformam qualquer faísca em incêndio. A prefeitura alerta que a maior parte dos focos começa em terrenos baldios, áreas de pasto e margens de rodovias, muitas vezes por queima de lixo doméstico ou resto de poda. A prática é crime ambiental e gera multa, além de risco direto à saúde de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Como o poder público vai agir e o que o morador precisa fazer
A Defesa Civil Municipal, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Meio Ambiente montaram um plano de ação com monitoramento diário de pontos críticos, uso de imagens de satélite e rondas em bairros que historicamente registram incêndios. Caminhões-pipa ficarão de prontidão para atendimento rápido e a equipe técnica vai orientar proprietários de lotes sobre limpeza correta e aceiros preventivos. Em áreas rurais, fiscais vão verificar queimadas irregulares em práticas agrícolas e aplicar medidas legais quando houver dolo ou negligência.
Para evitar novos focos, a orientação é clara. Não queime lixo, folhas ou entulho. Separe materiais recicláveis e entregue nos pontos de coleta. Se precisar descartar restos de poda ou móveis velhos, procure os canais oficiais de solicitação de retirada. Terrenos particulares devem ser roçados antes do pico da seca, mantendo a vegetação baixa e sem acúmulo de material inflamável. Bitucas de cigarro jogadas em calçadas, canteiros e acostamentos continuam entre as causas mais comuns de início de fogo.
Em caso de fumaça ou chamas, o morador deve acionar o 193 (Bombeiros) para emergência imediata e o 0800 da Defesa Civil para registrar pontos reincidentes e denúncias. Fotos com localização ajudam as equipes a chegar rápido. Quem tiver problemas respiratórios deve manter janelas fechadas nos horários de maior fumaça, usar máscara quando necessário e buscar atendimento nas unidades de saúde se houver crise.
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O impacto ambiental é amplo. Incêndios consomem áreas de preservação permanente, matam fauna local e comprometem nascentes, o que afeta o abastecimento no período seguinte. Nas zonas urbanas, a fuligem aumenta poluentes no ar e agrava quadros de bronquite e asma. Além disso, fogo em terrenos perto de redes elétricas pode causar quedas de energia e acidentes.
A prefeitura promete divulgar boletins semanais com número de ocorrências atendidas, toneladas de material recolhido e bairros com maior reincidência, reforçando transparência e ajuste rápido da estratégia. A mensagem central é que combater queimadas depende da soma entre fiscalização firme e comportamento consciente do morador. Com prevenção, denúncia e cuidado diário, Rondonópolis atravessa a seca com menos fumaça, menos prejuízo e mais saúde para todos.
Fonte: Redação