Foram 39 dias de uma maratona intensa, onde o planeta respirou futebol ao longo de 104 jogos inesquecíveis. Uma jornada marcada por gritos de gol que ecoaram por três nações, sorrisos de superação e choros de desespero ou de pura glória. Em meio a jovens promessas que pisavam no gramado de um Mundial pela primeira vez e astros consagrados que se despediam de sua última Copa de excelência, o mundo parou neste domingo (19). Por algumas horas, o planeta esqueceu seus problemas para viver a apoteose da 23ª edição da Copa do Mundo, a maior de todos os tempos, disputada por 48 nações e sediada por Estados Unidos, Canadá e México. O palco do ato final foi o icônico estádio de Nova York/Nova Jersey, que testemunhou uma decisão eletrizante e inédita entre Espanha e Argentina, digna de entrar para a eternidade do futebol.
Antes mesmo do apito inicial, a Fifa preparou uma cerimônia de encerramento monumental. A cantora Jennifer Hudson, dona do cobiçado status “EGOT” por ser vencedora dos prêmios Oscar, Grammy, Emmy e Tony, emocionou o público ao interpretar o hino nacional dos Estados Unidos. No gramado, a festa ganhou um ritmo pop e global com as performances de Post Malone, da italiana Laura Pausini, da americana Nicole Scherzinger e do britânico Robbie Williams, além da irreverência do influenciador IShowSpeed e de uma participação especial do ator Tom Cruise.
Se os primeiros 45 minutos foram de tirar o fôlego, o intervalo trouxe uma novidade inédita na história dos Mundiais. Em uma parceria com a organização Global Citizen e sob a direção artística de Chris Martin, vocalista da banda Coldplay, o estádio ferveu com um show de 11 minutos que reuniu os maiores nomes da música mundial como Madonna, Shakira, Justin Bieber e o grupo sul-coreano BTS.
Dentro das quatro linhas, o equilíbrio e a tensão ditaram o ritmo. Espanha e Argentina protagonizaram um duelo tático e físico que persistiu no empate durante o tempo regulamentar. O drama aumentou na prorrogação, especialmente quando a Argentina teve um jogador expulso. Com um a mais em campo durante todo o tempo extra, a seleção espanhola soube construir a vitória. O grito entalado na garganta saiu dos pés de Ferrán Torres, que marcou o gol do título, fechando o placar em 1 a 0. A Copa das 48 nações se despede deixando a certeza de que o futebol ainda é a maior engrenagem de emoção do planeta.