A cidade de Nova Mutum (MT) já se prepara para receber cavaleiros, amazonas e amantes da cultura sertaneja durante a 3ª Cavalgada da Comitiva Os Estradeiros, que será realizada nos dias 1º e 2 de agosto de 2026. O evento promete reunir participantes de diversas regiões em um grande encontro marcado pela tradição, confraternização e valorização das raízes do agronegócio e da vida no campo. Além do desfile de cavaleiros e da programação festiva, a organização chama a atenção para uma exigência importante: todos os participantes deverão emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para o transporte de equinos entre municípios e propriedades rurais. A medida atende às normas de defesa sanitária animal e tem como objetivo garantir a segurança dos animais envolvidos no evento, prevenindo a disseminação de doenças e assegurando que a cavalgada ocorra dentro da legislação vigente. No material de divulgação, a organização disponibiliza todos os dados necessários para a emissão da GTA, incluindo informações sobre o produtor, município, estabelecimento e o evento cadastrado, facilitando o processo para os participantes. Mais do que um passeio a cavalo, a Cavalgada da Comitiva Os Estradeiros vem se consolidando como um dos eventos tradicionais da região, fortalecendo os laços entre produtores rurais, famílias e admiradores da cultura sertaneja. A expectativa é de uma grande participação do público durante os dois dias de programação. Com o lema “Tradição, amizade e responsabilidade fazem parte do nosso caminho”, a organização reforça o compromisso com a preservação das tradições do campo, o respeito às normas sanitárias e a promoção de um evento seguro e organizado. Os organizadores orientam que os participantes providenciem a documentação com antecedência para evitar contratempos e garantir presença na cavalgada, que promete celebrar, mais uma vez, o espírito de união e a paixão pela cultura rural em Nova Mutum. Fonte: @estradeiroscomitivados.
Justiça bloqueia mais de R$ 5,4 milhões em bens de investigados por crimes tributários em Mato Grosso
A Justiça de Mato Grosso determinou o bloqueio de mais de R$ 5,4 milhões em bens e ativos financeiros de pessoas físicas e empresas investigadas por crimes contra a ordem tributária. As medidas foram deferidas no decorrer de quatro investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), da Polícia Civil, ao longo de 2026. As decisões judiciais autorizam o bloqueio de até R$ 5.470.870,81 por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), além do sequestro, da indisponibilidade e da restrição patrimonial sobre diversos bens dos investigados. Ao todo, foram deferidas cinco medidas cautelares que atingem ativos financeiros, 14 imóveis e 21 veículos. Entre os bens bloqueados estão apartamentos, residências, imóveis comerciais, propriedades rurais e participações imobiliárias localizadas nos estados de Mato Grosso, Bahia e São Paulo, além de veículos registrados em nome dos investigados. De acordo com a Polícia Civil, as medidas têm caráter preventivo e buscam impedir a ocultação, transferência ou dilapidação do patrimônio durante o andamento das investigações. O objetivo é assegurar o ressarcimento aos cofres públicos caso sejam confirmados os prejuízos causados ao Estado. Força-tarefa contra a sonegação As investigações são conduzidas pela Defaz no âmbito do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT), força-tarefa formada pela Polícia Civil, Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O comitê atua no combate aos crimes contra a ordem tributária, especialmente em casos de sonegação fiscal e fraudes que causam prejuízos aos cofres públicos, além de promover a recuperação de ativos obtidos de forma ilícita. Segundo o Cira-MT, a estratégia consiste em preservar o patrimônio dos investigados antes da conclusão dos processos criminais e fiscais, evitando que bens sejam ocultados ou transferidos para terceiros e garantindo a efetividade das futuras decisões judiciais. O comitê informou ainda que novas medidas cautelares estão em andamento, o que indica a continuidade das ações de combate à sonegação fiscal e de recuperação de recursos desviados do erário em Mato Grosso. Fonte: Àgua Boa News
PL descarta recuo e mantém Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso
O Partido Liberal (PL) reafirmou que não abrirá mão da candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. A decisão ocorre em meio às negociações nacionais entre o PL e o Republicanos, que defende o apoio ao atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como condição para fortalecer uma aliança entre as duas siglas. O cenário político em Mato Grosso tornou-se um dos principais pontos de negociação entre os partidos. O Republicanos busca ampliar o entendimento com o PL e condiciona o apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à construção de palanques comuns em estados estratégicos, entre eles Mato Grosso. A legenda já descartou uma aliança nacional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ainda avalia a possibilidade de permanecer neutra na disputa presidencial. Na última semana, Wellington Fagundes conversou por telefone com o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), e comunicou que sua candidatura será mantida. O posicionamento foi reforçado na terça-feira (7), durante reunião entre o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o senador mato-grossense e o presidente estadual da legenda, Ananias Filho. Segundo Ananias, não existe qualquer possibilidade de retirada da candidatura. “Não há chance alguma de recuar. A candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso está sacramentada. Falta apenas a homologação na convenção partidária”, afirmou. O PL argumenta que já abriu espaço em eleições anteriores para preservar a unidade do grupo político. Em 2022, a legenda deixou de lançar Wellington Fagundes ao governo estadual para apoiar a reeleição de Mauro Mendes (União Brasil), decisão que, segundo dirigentes do partido, contrariou a preferência inicial do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outro argumento apresentado pela sigla é que Otaviano Pivetta integra a administração estadual desde 2019, primeiro como vice-governador e, atualmente, como governador, após a saída de Mauro Mendes para disputar o Senado. As tratativas entre PL e Republicanos continuam em âmbito nacional. Na quarta-feira (8), Marcos Pereira reuniu-se com Valdemar Costa Neto e com o coordenador político da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), na sede nacional do PL, em Brasília. Além de Mato Grosso, também foram discutidos os cenários eleitorais do Acre, Espírito Santo e Minas Gerais, estados onde as duas legendas buscam construir alianças para as eleições de 2026. Fonte: Thaísa Oliveira – Folha de S.Paulo.
Orquestra Sinfônica de Mato Grosso estreia nesta sexta-feira (3) com concerto gratuito no Cine Teatro Cuiabá
A música de concerto ganha um novo capítulo em Mato Grosso nesta sexta-feira (3), com a estreia oficial da Orquestra Sinfônica de Mato Grosso (OSMT). A apresentação inaugural acontece às 20h, no Cine Teatro Cuiabá, com entrada gratuita mediante retirada antecipada de ingressos pela plataforma Sympla. O concerto marca a criação da primeira orquestra sinfônica profissional do estado, um projeto que nasce com o propósito de fortalecer a formação artística, ampliar oportunidades para músicos mato-grossenses e consolidar um grupo de excelência no cenário cultural brasileiro. Idealizada a partir da trajetória do Instituto Ciranda, referência no ensino gratuito de música em Mato Grosso há mais de duas décadas, a OSMT reúne músicos formados pela instituição, integrantes da comunidade musical local e profissionais convidados de diversos estados do país. De acordo com o diretor artístico da OSMT, Murilo Alves, a criação da orquestra representa um importante avanço para o desenvolvimento da música erudita no estado. “Essa orquestra nasce na esteira dos mais de 20 anos do Instituto Ciranda, com ensino gratuito de música em Mato Grosso, e da última década de atuação da Orquestra Ciranda Mundo. Agora damos um passo importante, criando um organismo profissional que deve se consolidar como um grupo de excelência musical, além de um espaço de desenvolvimento humano e artístico para o estado”, destacou. Segundo Murilo, o concerto de estreia foi cuidadosamente planejado para aproximar o público da música sinfônica, oferecendo um repertório acessível tanto para apreciadores da música clássica quanto para quem terá o primeiro contato com o gênero. A apresentação contará com a participação especial da soprano Érika Muniz e será regida pelo maestro Roberto Ondei, professor e regente do Coro Jovem da Escola Municipal de Música da Fundação Theatro Municipal de São Paulo e maestro do Coro da Cidade de Santo André. Para Ondei, conduzir o concerto inaugural representa um momento de grande responsabilidade e celebração. “É uma felicidade, mas também uma responsabilidade e uma honra imensa. Esse projeto é resultado de décadas de trabalho do Instituto Ciranda, formando crianças e jovens músicos, e agora temos a possibilidade de formar uma orquestra sinfônica que não existia em Mato Grosso.” O maestro também ressaltou a diversidade da formação da nova orquestra, que reúne músicos de diferentes regiões do Brasil. “O público pode esperar um concerto muito bonito, com músicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Bahia e Mato Grosso. É uma orquestra que está nascendo, mas formada por profissionais experientes e jovens talentos altamente preparados, reunidos em um repertório especial.” Repertório reúne clássicos da música brasileira e internacional O programa da noite contempla obras consagradas da música erudita nacional e mundial, incluindo: A proposta é proporcionar uma experiência musical envolvente, unindo o repertório brasileiro a grandes clássicos da ópera internacional. Além da entrada gratuita, o evento contará com uma ação solidária. O público poderá, de forma voluntária, doar alimentos não perecíveis, que serão arrecadados no saguão do Cine Teatro Cuiabá e destinados a ações sociais. Serviço Concerto de estreia da Orquestra Sinfônica de Mato Grosso (OSMT) Data: Sexta-feira, 3 de julhoHorário: 20hLocal: Cine Teatro CuiabáEntrada: Gratuita, mediante retirada antecipada de ingressos pela plataforma Sympla.Ação solidária: Doação voluntária de alimentos não perecíveis. Fonte: G1 Globo Notícias
Deputado Gilberto Cattani presta homenagem a personalidades que contribuem para o desenvolvimento de Mato Grosso
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta segunda-feira (22), uma sessão especial marcada pelo reconhecimento e valorização de personalidades que vêm contribuindo diretamente para o crescimento e fortalecimento do estado. A solenidade foi proposta pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que conduziu a entrega de importantes honrarias a representantes de diversos setores da sociedade. Durante a cerimônia, foram entregues a Comenda Dante de Oliveira, a Comenda Desbravador Migrante Norberto Schwantes, o Título de Cidadão Mato-Grossense, a Comenda Marechal Cândido Rondon e Moções de Aplausos a dezenas de profissionais e instituições que se destacam em áreas como segurança pública, saúde, esporte, empreendedorismo, agronegócio e serviços sociais. O deputado Gilberto Cattani ressaltou que a iniciativa reforça o compromisso do Parlamento Estadual em reconhecer aqueles que ajudam a construir diariamente um Mato Grosso mais forte, produtivo e desenvolvido. “Nosso objetivo é valorizar homens e mulheres que fazem a diferença em nosso estado. São pessoas que, através do trabalho, dedicação e compromisso com a sociedade, contribuem diretamente para o progresso de Mato Grosso. Esse reconhecimento é mais do que merecido”, afirmou o parlamentar. Entre os homenageados com o Título de Cidadão Mato-Grossense esteve o produtor rural Demétrio Cavlak Garcia, representante do município de Boa Esperança do Norte, considerado o município mais novo do Brasil. Para ele, a homenagem simboliza o reconhecimento não apenas de sua trajetória pessoal, mas também da luta de toda a comunidade local pelo desenvolvimento regional. Outro destaque da noite foi a homenagem concedida à Carvalima Transportes, empresa referência no setor logístico mato-grossense, que recebeu Moção de Aplausos pelos relevantes serviços prestados ao estado ao longo de seus 37 anos de atuação. Representando a empresa, o diretor Gabriel Fedrizze destacou a importância da homenagem e reforçou o compromisso da Carvalima com o crescimento econômico de Mato Grosso. A sessão também evidenciou o olhar atento do deputado Gilberto Cattani para diferentes segmentos da sociedade, desde forças de segurança e profissionais da saúde até empreendedores, produtores rurais e entidades assistenciais, reforçando sua atuação parlamentar voltada ao reconhecimento do mérito, da dedicação e da contribuição social. Ao promover a solenidade, Cattani reafirma seu papel como defensor dos valores do trabalho, da produção e da valorização das pessoas que ajudam a impulsionar o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso. A cerimônia reuniu autoridades, lideranças e familiares dos homenageados, consolidando-se como um momento de celebração, gratidão e reconhecimento público a quem tem feito a diferença no estado.
Rondonópolis fecha o trimestre como maior exportador de MT e 15º do Brasil
Rondonópolis fecha o primeiro trimestre de 2026 como a cidade que mais exportou em Mato Grosso e a 15ª do Brasil. Com crescimento de 23% em relação ao ano passado, o Município chegou a U$ 682,8 milhões exportados nos meses de janeiro, fevereiro e março. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (7) pelo Ministério da Indústria e Comércio Exterior. Neste primeiro trimestre, as exportações locais representaram 8,9% do total exportado por Mato Grosso e 0,8% das exportações brasileiras no período. Considerando somente os dados do mês de março, Rondonópolis exportou U$ 240,5 milhões, valor 14,4% maior que o registrado em março de 2025. O trimestre também registrou crescimento das importações, que alcançaram o total de U$ 129,8 milhões, montante 75,6% maior em comparação com o mesmo período do ano passado. Com esse total, Rondonópolis foi a cidade que mais importou em Mato Grosso e 112ª no país. As importações locais representaram 30,2% do total importado no Estado e 0,2% das importações do Brasil. Com as exportações somando U$ 682,8 milhões nos primeiros três meses do ano e as importações fechando em U$ 129,8 milhões, a cidade teve superávit de U$ 553 milhões no período. Os dados do trimestre mostram ainda que as exportações de Rondonópolis tiveram a China como principal destino. Para o país, foram exportados um total de U$ 240,5 milhões, o que representou 35,2% do total das exportações locais. Para a Tailândia, as exportações representaram 18,1% do total e para Indonésia, 15,1%. Já, as importações vieram especialmente do Canadá, representando 34,4% do total importado; dos Estados Unidos, 18,9%, e da Rússia, 12,9%. As exportações neste primeiro trimestre do ano tiveram a torta e outros resídios sólidos da extração do óleo de soja como principal produto exportado, representando 39,8% do total das exportações locais. Também se destacaram a soja, representando 29,6% das exportações da cidade; o algodão (16,3%); a carne bovina (6,4%); e o milho (6%). Entre os produtos importados, os adubos ou fertilizantes se destacam. Os adubos minerais ou químicos potássicos representaram a maior parte das importações com 55,3% do total, seguidos dos adubos minerais ou químicos, contendo dois ou três dos seguintes elementos fertilizantes: azoto (nitrogênio), fósforo e potássio (20,3%); e dos adubos minerais ou químicos fosfatados (13,1%). Os inseticidas representaram 3% das importações. Fonte: Assessoria
Amado Batista é acusado de trair a esposa três meses após o casamento
Boatos apontam possível traição de Amado Batista à esposa, Calita Franciele. Cantor nega, modelo pede cautela e internet debate a veracidade da história.
PF investiga fraudes em consignados e servidores de MT cobram ressarcimento
O universo dos empréstimos consignados concedidos a servidores do Governo de Mato Grosso entrou no radar da PF. Um ofício encaminhado pelo Ministério Público Federal pede a instauração de inquérito para verificar indícios de fraude, juros abusivos e até lavagem de dinheiro em contratos que, segundo denúncias de sindicatos, vêm comprometendo parte considerável da remuneração de milhares de funcionários públicos. A representação foi formalizada pelo Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo e traz a assinatura do ex-governador e advogado Pedro Taques. A informação foi publicada pelo portal RDNews e rapidamente ganhou amplitude entre categorias que já vinham apontando descontos fora do padrão nos contracheques de maio e junho. Como surgiram as suspeitas Os primeiros sinais de irregularidade vieram de servidores que perceberam valores superiores ao contratado sendo debitados diretamente da folha de pagamento. Relatórios extraídos do sistema de gestão financeira do Estado mostram parcelas duplicadas em alguns casos e cobranças de taxas que não constavam no contrato original. Esses documentos, somados a gravações de ligações realizadas por correspondentes bancários, foram reunidos num dossiê entregue ao Ministério Público Federal. A empresa apontada como pivô da controvérsia é a Capital Consig, que atua como intermediária entre bancos e tomadores. Embora afirme seguir normas do Banco Central, a companhia terá de explicar por que alguns contratos exibem percentuais de juros acima do teto permitido para consignação. O impacto direto no bolso do servidor Para quem depende da renda mensal sem grandes margens de folga, todo real faz diferença. Servidores das áreas de saúde, educação e segurança relatam comprometer até quarenta por cento do salário líquido com as parcelas descontadas. Muitos alegam que o valor inicial foi alterado sem aviso prévio, gerando efeito cascata no orçamento familiar. A indignação se multiplicou em grupos de mensagens e motivou manifestações na porta do Palácio Paiaguás, sede do governo estadual, onde faixas pediam transparência nos contratos e suspensão imediata dos débitos suspeitos. O que a PF vai averiguar Agora em fase preliminar, a investigação deve buscar provas documentais e testemunhais sobre quatro frentes principais. A primeira é a possível inclusão de cláusulas não autorizadas que ampliariam a base de cálculo dos juros. A segunda envolve taxas de serviço cobradas em nome de terceiros e repassadas a contas não vinculadas ao sistema financeiro oficial. A terceira trata da suspeita de conluio entre servidores do setor de folha e correspondentes bancários que teriam facilitado a liberação de margens acima do limite legal. A quarta linha de apuração mira a eventual prática de lavagem de dinheiro a partir de transferências internas entre as empresas envolvidas. Um delegado federal especializado em crimes contra o sistema financeiro deve ser designado ainda nesta semana para iniciar oitivas e solicitar quebras de sigilo bancário caso encontre lastro probatório. Reação do Poder Legislativo Diante da repercussão, a Assembleia Legislativa aprovou em caráter de urgência um projeto que redefine as regras dos consignados no âmbito estadual. O texto limita a margem de comprometimento da remuneração a trinta e cinco por cento, proíbe a emissão de cartão consignado e extingue a chamada taxa administrativa, cobrada por algumas financeiras no momento da contratação. Parlamentares da base governista afirmam que a medida evita abusos e protege o servidor enquanto a investigação corre. A oposição, por sua vez, pressiona pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para acompanhar o caso dentro da Casa. O que diz a Capital Consig Procurada pela reportagem, a empresa enviou nota breve na qual sustenta que seus processos obedecem às normas do Banco Central e que eventuais divergências de valores decorrem de falhas operacionais já corrigidas. A companhia garante colaboração irrestrita com as autoridades e sinaliza abertura para negociar acordos de devolução, caso fique comprovado algum prejuízo ao consumidor. Até o momento, contudo, não apresentou documentação que contradiga os extratos anexados pelos sindicatos. Possíveis desfechos Especialistas em direito do consumidor enxergam três vias factíveis. Se a PF confirmar agravantes penais, executivos e intermediários podem ser indiciados por estelionato, crime contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, o que pode resultar em penas de reclusão e multas milionárias. Uma segunda possibilidade é a ampliação da investigação para outras instituições que operam consignado com servidores estaduais, o que colocaria bancos e cooperativas sob escrutínio. Já o terceiro cenário envolve um eventual acordo coletivo de ressarcimento como forma de estancar uma avalanche de ações individuais nos juizados especiais. Em qualquer hipótese, a abertura do inquérito eleva a pressão por transparência na gestão desses contratos. Orientação para servidores afetados Advogados consultados recomendam que o servidor reúna cópias do contrato firmado com a financeira, dos extratos de pagamento e de eventuais comunicações por e-mail ou aplicativo. O passo seguinte é registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil para criar um histórico formal do problema. Também é aconselhável protocolar reclamação no Banco Central e abrir processo no Procon, ainda que se espere uma resposta coletiva por parte das autoridades federais. O que vem a seguir Nas próximas semanas, a Polícia Federal deverá coletar depoimentos de servidores lesados e representantes das empresas envolvidas. O Ministério Público Federal acompanhará cada diligência, podendo oferecer denúncia se houver indícios robustos de crime. O Governo de Mato Grosso afirma que aguarda o desfecho da apuração para adotar medidas administrativas e que mantém diálogo com os sindicatos para minimizar impactos na folha de pagamento. A sociedade civil acompanha de perto, consciente de que a resolução desse caso pode estabelecer novo padrão de controle nos consignados e servir de parâmetro para outros estados. Até lá, prevalece a expectativa de que a investigação traga respostas claras, responsabilize eventuais culpados e restitua a tranquilidade financeira do servidor público. Fontes: Redação
Inauguração do Terminal de Aviação Executiva Luzia Maggi Scheffer coloca Mato Grosso definitivamente no mapa do setor
Durante o Bom Futuro Aviation Experience, em Cuiabá, ocorrido nos dias 30 e 31 de maio, que reuniu as principais marcas e fabricantes do segmento da aviação executiva, foi inaugurado o novo Terminal de Aviação Executiva Luzia Maggi Scheffer, considerado o mais moderno do Centro-Oeste. Na oportunidade, o evento marcou a celebração dos 43 anos de fundação da Bom Futuro, e contou com a presença de empresários, clientes e políticos da esfera estadual e federal. Para o diretor executivo da Bom Futuro, Kleverson Scheffer, é a realização de uma visão de longo prazo, pensando nas necessidades futuras da aviação executiva como um todo. “A inauguração deste terminal representa para a Bom Futuro uma consolidação daquilo que é a nossa essência, que foi vir aqui ao Mato Grosso, ao Centro-Oeste, ao agronegócio, ao Brasil, levar a produção dela para alimentar e vestir o mundo. Essa é uma estrutura que a gente sempre viu a necessidade de melhorar, pensamos ela há cinco anos, há dois anos executando, e projetando em um formato para o futuro também, para outras ampliações, para outras oportunidades. É um negócio consolidado, que a gente entende que tem bastante potencial para seguir crescendo”, explicou. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, prestigiou a Aviation Experience e a inauguração do terminal Luzia Maggi Scheffer, e classificou a nova estrutura como um incremento facilitador para o desenvolvimento da região. “Nosso transporte aéreo, ele é fundamental porque grandes empresas, executivos, transporte de várias naturezas, que são feitos com esse modal, precisa cada vez mais de infraestrutura. E esse aeroporto da Bom Futuro é um show, é um espetáculo moderno, eficiente, muito bem localizado em relação aos principais centros de decisões da nossa capital do estado de Mato Grosso e tenho certeza que vai ser uma grande contribuição para promover o desenvolvimento aqui da baixada cuiabana e também de todo o estado de Mato Grosso”, destacou. Leia Também A estrutura moderna, comodidade e com serviços exclusivos, segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, coloca Mato Grosso na vanguarda em relação a outras regiões em desenvolvimento, um plus a mais para a atração de investidores. “A força e a pujança de Mato Grosso se refletem neste empreendimento ousado, mas que mostra o futuro do estado, que está pronto para receber empreendedores e investidores. Um estado que é da posição primária e se transformou através das agroindústrias, e um terminal como este é a porta para que o empresariado chegue e faça suas reuniões, as suas negociações e volte rapidamente para o seu estado de origem. E com certeza, com um terminal deste, ele deixa os investimentos aqui no estado”, pontuou. No Terminal de Aviação Executiva Luzia Maggi Scheffer, foram investidos cerca de 20 milhões de reais, em estrutura moderna e que oferece todas as comodidades e exclusividades aos clientes e tripulação. Entre os diferenciais um Lounge Vip, que conta com estacionamento coberto, pontos de abastecimento para veículos elétricos, cafeteria, sala de conferência, brinquedoteca, sala de reuniões, crew lounge, sala de descanso, sala de jogos, salas privativas, academia, sala de cinema e vestiários. Ambientes projetados aliando privacidade e funcionalidade para oferecer uma experiência única para os passageiros e tripulação. Já na estrutura do primeiro e maior aeroporto executivo do Centro-Oeste, inaugurado em 2011, foram investidos mais de 100 milhões de reais ao longo deste período. Em números, atende em média, 6 mil voos por ano, movimenta cerca de 20 mil passageiros. Localizado a 10 minutos do Centro Político e Administrativo de Cuiabá, o aeroporto conta com uma pista 1.557 metros de comprimento e 30 metros de largura e é preparado para receber uma gama de portes de aeronaves. A MATRIARCA Luzia Maggi Scheffer – O Legado de uma Guerreira. O Terminal de Aviação Executiva do Aeroporto Bom Futuro, em Cuiabá-MT, presta homenagem à matriarca Luzia Maggi Scheffer. Mulher visionária, Luzia deixou um legado marcado por coragem, trabalho árduo e valores familiares sólidos. Sua trajetória de vida inspira gerações, simbolizando a força e a dedicação que ajudaram a construir não apenas uma família, mas também um grupo empresarial de destaque. Esta homenagem reconhece sua contribuição inestimável como pilar da família e figura central na história da Bom Futuro. ANIVERSÁRIO Em meio aos eventos da aviação executiva, a Bom Futuro, celebra neste 02 de junho, 43 anos de fundação, onde nestas mais de quatro décadas a família Maggi Scheffer, vinda de São Miguel do Iguaçu, transformou a Bom Futuro em uma das maiores empresas do agronegócio do Brasil, e com destaque internacional. Atualmente, a Bom Futuro conta com mais de oito mil colaboradores, distribuídos em 35 unidades administrativas e o escritório central em Mato Grosso. São mais de 615 mil hectares de áreas de agricultura, cultivando soja, algodão e milho. A empresa atua também em operações de destaque, como o de integração lavoura-pecuária-floresta, considerada um dos maiores do mundo, conta com uma divisão de energia limpa e renovável, setor de transporte e ainda investimentos no setor imobiliário e em sementes. Fonte: Assessória
Desvio de R$ 308 milhões PF mira fundos ligados à família Mendes após denúncia
Não é todo dia que cifras de nove dígitos aparecem no noticiário como protagonistas de um possível escândalo. Na última semana, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso foi palco de uma acusação pesada que abalou o cenário político estadual. A deputada Janaina Riva (MDB) colocou sob os holofotes um alegado desvio de R$ 308 milhões, valor que deveria ter sido destinado à operadora Oi S.A. e acabou, segundo ela, em dois fundos de investimento ligados à família do governador Mauro Mendes. A denúncia já está nas mãos da Polícia Federal e de outros órgãos de controle. Desvio de R$ 308 milhões e a denúncia formalizada Logo no início de seu pronunciamento, Janaina descreveu o desvio de R$ 308 milhões como a “primeira fraude” descoberta em um acordo celebrado entre o Estado e a empresa de telecomunicações. Segundo a deputada, o escritório de advocacia que representa a Oi teria cedido créditos para os fundos Royal Capital e Lotte Word, ambos recém-criados e controlados por Luiz Taveira Mendes, filho do governador. Como a transação ocorreu Deputada denuncia à PF esquema de suposto desvio de R$ 308 milhões para fundos ligados à família Mendes pic.twitter.com/2RxgpGVoKQ — J1 Agora (@J1Agora) May 15, 2025 O acordo original previa que o governo mato-grossense quitasse parte de uma dívida da Oi, atualmente em recuperação judicial. O depósito foi feito em agosto de 2024: metade dos R$ 308,1 milhões para cada fundo. Em março de 2025, o juiz Yalo Sabo, que acompanha a recuperação da operadora, apontou inconsistências na transferência, observando que a cessão de créditos não constava nos autos. Na prática, isso significa que o Judiciário não foi informado sobre a nova destinação do dinheiro — etapa obrigatória em qualquer negociação envolvendo ativos de uma empresa sob tutela da Justiça. Quem são os fundos investigados Embora pouco conhecidos do público, Royal Capital e Lotte Word foram constituídos meses antes da operação financeira. Documentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam que ambos têm como gestora a Acura Gestora de Recursos, administrada por André Luis de Paula Carvalho — o mesmo executivo por trás de outros veículos financeiros vinculados ao grupo H4 Holding, que mantém estreitas relações societárias com a 5M Participações da família Mendes. Essa teia societária fortalece a suspeita de conflito de interesses e de eventual uso de insider information para benefício privado. Repercussões políticas A denúncia inflamou o plenário da Assembleia. Em tom duro, Janaina questionou o sigilo do acordo: “Se é dinheiro público, por que esconder?” O governo do Estado, por meio da Controladoria Geral, limitou-se a dizer que o processo “seguiu os ritos legais” e que fornecerá documentos quando solicitado pela Justiça. Nos bastidores, aliados de Mendes afirmam que a medida buscava garantir liquidez à Oi e que a família do governador não teria ingerência no fluxo de recursos. Reações dos órgãos de controle Além da Polícia Federal, receberam cópia do dossiê o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas do Estado. Todos abriram procedimentos preliminares para checar eventuais crimes de peculato, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Servidores já começaram a levantar contracheques e autorizações internas que permitiram a operação, enquanto técnicos do TCE avaliam se houve impacto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Impactos para a Oi e para o mercado Se for comprovada irregularidade, a Oi poderá ter de devolver integralmente os valores recebidos pelos fundos, comprometendo seu plano de recuperação judicial e atrasando pagamentos a fornecedores. Para o mercado financeiro, o episódio lança luz sobre a fragilidade de controles em operações de cessão de crédito envolvendo entes públicos assunto que tende a ganhar força em futuras regulamentações da CVM. Cenário jurídico para os investigados Especialistas em direito penal econômico apontam que a tipificação mais provável é de peculato, cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão, além de multa e ressarcimento ao erário. No âmbito civil, a Lei de Improbidade prevê perda da função pública e suspensão de direitos políticos. Caso haja condenação, o governador Mauro Mendes e seu filho podem enfrentar bloqueio de bens, inclusive participação societária nos fundos. Próximos passos da investigação Nas próximas semanas, a PF deve intimar Janaina Riva para detalhar a denúncia e organizar quebras de sigilo bancário dos envolvidos. Também se espera um pedido de tutela antecipada à Justiça para suspender movimentações nas contas dos fundos Royal Capital e Lotte Word, evitando dissipação de ativos. Paralelamente, a Assembleia articula a criação de uma CPI para auditar contratos semelhantes firmados nos últimos cinco anos pelo Executivo estadual.Embora ainda em estágio inicial, a investigação já provocou forte desgaste político e abriu debate sobre transparência em acordos que envolvem grandes montantes públicos. Se confirmada, a tese de desvio de R$ 308 milhões pode redesenhar o cenário eleitoral em Mato Grosso e estabelecer jurisprudência sobre a responsabilidade solidária de fundos de investimento em casos de corrupção. Para o leitor, vale acompanhar os desdobramentos a velocidade das apurações indicará se a máquina pública está preparada para lidar com esquemas financeiros cada vez mais sofisticados. Fonte: Redação