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Aprosoja MT defende que Brasil lidere a criação de regras internacionais para o agro tropical

Publicado 11/06/2026 às 16:39 Edileusa Jacyntho
Fotografia em plano inteiro de quatro homens vestidos formalmente com ternos e crachás do evento, posados lado a lado para a foto. Eles estão em pé sobre um tapete verde que imita grama, diante de um grande painel verde-escuro com logotipos de marcas parceiras e a inscrição parcial "Nature & Climate Week". O primeiro homem à esquerda veste terno azul-claro; o segundo veste terno escuro com camisa branca aberta; o terceiro veste terno cinza; e o quarto, posicionado à direita, veste terno preto com gravata azul texturizada. O piso reflete sutilmente a iluminação do ambiente.
COP30 na Rio Nature & Climate Week. Foto: Aprosoja MT
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O debate sobre sustentabilidade na produção de alimentos ganhou um novo capítulo durante a Rio Nature & Climate Week, no Rio de Janeiro. Em uma atuação conjunta, as associações dos produtores de soja e milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e do Brasil defenderam que o país precisa assumir a liderança em uma articulação internacional para “tropicalizar” as metodologias globais que medem o impacto ambiental da agropecuária. A proposta foi entregue pelo presidente da entidade mato-grossense, Lucas Costa Beber, ao embaixador André Corrêa do Lago, que preside a COP30. O objetivo central é corrigir uma distorção histórica: o fato de que a maior parte dos critérios ambientais usados hoje no mundo foi desenhada com base na realidade de países de clima temperado, localizados no hemisfério norte, ignorando as dinâmicas e riquezas da produção em regiões tropicais.

Na visão das entidades, aplicar esses parâmetros estrangeiros sem nenhuma adaptação técnica ao cenário brasileiro gera uma análise incompleta e injusta sobre quem trabalha no campo. O Brasil se destaca globalmente por unir alta produtividade e tecnologia de ponta à conservação ambiental dentro das propriedades rurais, tudo isso respaldado por uma das legislações mais rígidas do planeta. Mesmo assim, o setor segue enfrentando julgamentos baseados em réguas que não refletem o dia a dia dos trópicos. Lucas Costa Beber pontua que o país precisa parar de apenas reagir às exigências do mercado externo e assumir um papel ativo na construção dessas regras internacionais, já que o Brasil possui ciência, escala e experiência de sobra para balizar esse debate com critérios compatíveis com a sua própria realidade geográfica e climática.

Essa iniciativa é um desdobramento direto dos debates iniciados no documento que a Aprosoja MT levou para a COP30. A meta agora é dar voz aos países em desenvolvimento que garantem a segurança alimentar do planeta e que enfrentam desafios muito particulares de solo, logística, rastreabilidade e pressões por preservação. Diante de um cenário global marcado por tensões comerciais e pelo uso frequente da agenda verde como barreira econômica, a Aprosoja avalia que blindar o produtor contra julgamentos distorcidos é uma questão de soberania e segurança alimentar. Ao defender uma sustentabilidade baseada em dados científicos e segurança jurídica, a entidade busca não apenas proteger o mercado nacional, mas também consolidar o Brasil como o verdadeiro protagonista na definição do futuro da agricultura sustentável no mundo.

Fonte: Aprosoja MT

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Edileusa Jacyntho

Jornalista no Atitude MT, formada pela UNEMAT Rondonópolis. Atuo com cobertura de Política e Social, sempre com informação responsável. Também produzo conteúdos de entretenimento e trabalho com Comunicação Estratégica e Assessoria de Imprensa, transformando fatos em histórias e marcas em autoridade.

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