A partir do dia 30 de julho, Rondonópolis passa a abrigar o Sesi Experience, apontado como o maior centro de capacitação em Saúde e Segurança do Trabalho (SST) do Brasil e pioneiro na América Latina. Criado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi MT), o complexo aposta em tecnologia imersiva de origem coreana para recriar situações críticas de perigo de forma totalmente controlada, permitindo que os profissionais aprendam a identificar ameaças e adotar protocolos corretos sem risco à integridade física. O superintendente regional da instituição, Alexandre Serafim, pontua que a iniciativa visa estruturar uma verdadeira transformação cultural na prevenção de sinistros, refletindo diretamente na queda de ocorrências dentro do ambiente corporativo. O projeto dispõe de 14 módulos estruturados em conformidade com as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego. Desse total, metade é composta por unidades móveis — que podem ser levadas diretamente para dentro das empresas —, cobrindo áreas como evacuação de emergência, segurança em eletricidade, combate a incêndios, ergonomia, uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual e treinamentos com simuladores de realidade aumentada. Os outros sete módulos são fixos e voltados a operações de alta complexidade. No total, a grade de ensino atende de forma prática a dez diretrizes cruciais para a economia: as NRs 06 (EPI), 10 (Eletricidade), 12 (Máquinas), 13 (Caldeiras e Vasos de Pressão), 17 (Ergonomia), 18 (Construção Civil), 20 (Inflamáveis), 23 (Incêndios), 33 (Espaços Confinados) e 35 (Trabalho em Altura). A implementação da estrutura responde a um cenário preocupante revelado pelos registros da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) do INSS. Em 2025, o Brasil contabilizou 561,3 mil acidentes laborais, sendo 35% deles concentrados no setor industrial (196,4 mil casos), além de 2,4 mil óbitos no total geral e 885 específicos da indústria. No panorama de Mato Grosso, o estado registrou 11.037 ocorrências no mesmo período, sendo 4.268 no setor industrial, o equivalente a 39% dos casos. As lesões atingiram predominantemente os dedos (23%), os pés (9,4%) e as mãos (9,2%), resultando em 100 mortes estaduais, das quais 45 ocorreram em atividades industriais. Outro dado de alerta apontado pela fiscalização indica que acidentes em silos de armazenagem vitimam fatalmente mais de seis trabalhadores por mês no país. Diante desse panorama, Alexandre Serafim reforça que, em uma região com forte vocação agroindustrial, investir em prevenção transcende o cumprimento burocrático da lei, impulsionando a competitividade empresarial e tendo como foco principal a preservação de vidas. Fonte: Comunicação do Sesi MT