A aprovação de Lula registrou queda dramática em sua base eleitoral mais sólida, o Nordeste, segundo a mais recente pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (20). Pela primeira vez desde o início do mandato, o presidente enfrenta deterioração significativa de sua popularidade até mesmo na região que sempre foi seu bastião político, sinalizando uma crise de confiança que se espalha por todas as camadas sociais do país. No Nordeste, historicamente o reduto mais favorável a Lula, a aprovação caiu para 60% em agosto, ainda que tenha registrado recuperação de 7 pontos em relação ao mês anterior. Contudo, os dados anteriores mostravam cenário ainda mais preocupante: em abril, apenas 52% dos nordestinos aprovavam o governo, enquanto 46% o rejeitavam, a menor diferença da série histórica. A região Sul mantém-se como a mais hostil ao governo, com 64% de desaprovação contra apenas 34% de aprovação. O colapso da popularidade presidencial se manifesta de forma ainda mais dramática quando analisado por segmentação demográfica. Entre as mulheres, que tradicionalmente apoiavam Lula, a situação se inverteu completamente: 53% reprovam a gestão federal, enquanto apenas 43% a aprovam. Essa inversão representa uma das maiores perdas políticas do presidente, considerando que o eleitorado feminino foi crucial para sua vitória eleitoral. A análise por faixa etária revela outro dado alarmante para o governo. Os jovens de 16 a 34 anos são os mais críticos, com 64% de rejeição contra apenas 33% de aprovação. Essa hostilidade geracional indica dificuldades futuras para a renovação da base política petista. Por outro lado, entre os idosos de 60 anos ou mais, Lula ainda mantém maioria de aprovação com 55%, demonstrando que seu apoio se concentra progressivamente em faixas etárias mais avançadas. Colapso por classe social e religião O levantamento da Quaest expõe a erosão do apoio ao governo em praticamente todas as classes sociais. Entre brasileiros com renda de dois a cinco salários mínimos, segmento tradicionalmente favorável ao PT, 61% desaprovam a gestão contra 36% que a aprovam. A situação é ainda mais grave entre os mais ricos: 64% dos que ganham acima de cinco salários mínimos rejeitam o governo, enquanto apenas 34% o aprovam. No recorte por escolaridade, quanto maior o nível educacional, maior a rejeição ao governo Lula. Entre aqueles com ensino superior completo, apenas 42% aprovam a gestão, contrastando com 56% de aprovação entre pessoas com até o ensino fundamental. Esse padrão sugere dificuldades crescentes do governo em convencer segmentos mais instruídos da população. A questão religiosa apresenta divisão ainda mais acentuada. Entre católicos, historicamente aliados do PT, os índices se equilibraram em 49% de aprovação, mas entre evangélicos, a rejeição atingiu 67% contra apenas 29% de aprovação. O crescimento de 9 pontos percentuais na rejeição evangélica desde a rodada anterior demonstra o aprofundamento da polarização religiosa no país. MAPA DA APROVAÇÃO POR REGIÃO: A análise por cor/raça também revela tensões significativas. Entre brasileiros que se declaram brancos, a reprovação alcança 61% contra 36% de aprovação. Entre pardos e pretos, grupo que tradicionalmente apoiava Lula, observa-se inversão da tendência: a desaprovação agora supera a aprovação, marcando mudança histórica no padrão de votação desses segmentos. O CEO da Quaest, Felipe Nunes, atribui a ligeira recuperação de agosto à combinação de fatores econômicos e políticos, incluindo alívio nos preços dos alimentos e a postura presidencial diante das tarifas americanas. Contudo, os dados gerais indicam que o governo enfrenta sua pior crise de popularidade, com 51% de desaprovação nacional contra 46% de aprovação, sinalizando um cenário desafiador para a governabilidade nos próximos anos.
Fraude no INSS amplia pressão sobre governo Lula, e 43 % dos brasileiros culpam a atual gestão
Uma pesquisa realizada pelos institutos Ipsos e Ipec, a pedido da CNN Brasil, aponta que 43 % dos brasileiros responsabilizam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo aumento das fraudes no INSS. O estudo ouviu duas mil pessoas em todas as regiões do país, entre 10 e 14 de junho, e traz um recorte que chama atenção: a percepção de culpa sobe para 54 % entre entrevistados com mais de 60 anos, justamente o grupo que sente no bolso os descontos irregulares. A divulgação desses números acontece a poucos dias da instalação da comissão parlamentar mista que investigará cobranças não autorizadas em benefícios previdenciários. O que a pesquisa revela sobre a opinião pública Quando perguntados sobre quem consideram responsável pela escalada dos golpes, 34 % dos entrevistados citaram gestões passadas, 15 % culparam o próprio órgão pagador e 8 % disseram não ter opinião ou preferiram não responder. A desconfiança não se restringe à figura do Executivo: apenas 26 % dos participantes declararam confiar plenamente no sistema de consignados, aquele que permite descontos automáticos no contracheque para empréstimos ou mensalidades. Outros 38 % afirmaram confiar pouco, enquanto 36 % não confiam em nada. No recorte por região, Norte e Nordeste apresentam os maiores índices de desconfiança, reflexo de uma realidade em que muitos segurados dependem de correspondentes bancários para receber pagamentos. Nessas áreas, relatos de descontos sem autorização circulam em rádios locais, grupos de mensagens e filas de agência, criando um ambiente de insegurança que a pesquisa agora transforma em dado nacional. Como o Planalto recebeu os números Integrantes do governo atribuem o resultado a um acúmulo de notícias negativas e ao fato de as fraudes, embora antigas, terem estourado nas redes sociais durante o atual mandato. A Secretaria de Comunicação prepara uma campanha com foco na prevenção o material destacará filtros recém-criados para limitar valores de empréstimos, o canal exclusivo no telefone 135 para contestação de cobranças e o prazo máximo de dois ciclos de pagamento para devoluções. Fontes do Palácio do Planalto admitem, porém, que nenhuma ação de comunicação substitui a entrega de resultados concretos, sobretudo agora que a CPI mista vai iniciar os trabalhos. A estratégia da oposição no Congresso Parlamentares adversários do governo enxergam na pesquisa um combustível para pressionar o Planalto na CPI. Eles argumentam que o número de 43 % já gera desconforto eleitoral e que qualquer sinal de demora na apuração pode aumentar ainda mais a percepção de leniência. A oposição pretende chamar dirigentes do Dataprev, representantes de bancos e líderes de associações apontadas por segurados. Deputados e senadores querem, ainda, votar em plenário um requerimento que obriga essas entidades a devolver os valores antes mesmo do fim da investigação, tese que divide juristas sobre constitucionalidade. Impacto sobre políticas sociais e economia Pesquisadores de política pública afirmam que fraudes no INSS afetam dois pilares do Estado. O primeiro é a credibilidade de programas sociais: se aposentados veem o benefício minguar sem explicação, tendem a desconfiar de qualquer novo serviço digital, como prova de vida on-line. O segundo é a estabilidade fiscal, já que ressarcimentos atrasados geram ações judiciais, ampliam despesas e pressionam o Tesouro. Em um cenário de juros altos, essa insegurança é apontada por analistas como argumento contras investimentos de médio e longo prazos. Prevenção individual continua decisiva Especialistas recomendam que todo segurado revise, mensalmente, o extrato de pagamento no aplicativo ou site do INSS. Caso identifique um desconto não reconhecido, o passo seguinte é registrar contestação pelo próprio aplicativo, pela Central 135 ou em uma agência dos Correios, exigindo protocolo de atendimento. Advogados de defesa do consumidor sugerem evitar terceiros que prometem “reembolso rápido” mediante pagamento antecipado: golpes paralelos crescem justamente quando o tema ganha a atenção do noticiário. Desafios para a CPI mista A comissão parlamentar mista, que deve ser instalada até o fim do mês, terá inicialmente seis meses para apresentar resultados. Parlamentares precisam equilibrar exposição midiática e trabalho técnico. Relatórios de auditorias internas do INSS e dados bancários exigem leitura cuidadosa; erros de interpretação podem derrubar denúncias e enfraquecer o relatório final. Além disso, deputados e senadores enfrentam a pressão de base eleitoral: aposentados querem devolução imediata, enquanto entidades citadas preparam defesas sustentadas em contratos firmados anos antes. Caminhos possíveis após a investigação Caso a CPI produza provas robustas, os parlamentares podem indicar mudanças legislativas que aumentem punições para cobranças indevidas, criem travas adicionais no sistema bancário e definam prazo fixo para devolução de valores. A depender da extensão do problema, o governo pode ser instado a transformar o aplicativo Meu INSS em canal oficial de autorização digital, reduzindo intermediários e limitando ação de terceiros. A pesquisa Ipsos/Ipec coloca o governo Lula em alerta ao mostrar que 43 % dos brasileiros o consideram responsável pela escalada das fraudes no INSS. O dado chega em um momento de forte vigilância pública, com comissão de inquérito prestes a entrar em cena e cobranças por soluções rápidas. Para o Palácio do Planalto, o desafio é duplo: provar que o problema tem raízes antigas e, ao mesmo tempo, apresentar resultados que devolvam confiança aos aposentados. Enquanto isso, o cidadão continua orientado a vigiar cada linha do extrato e a registrar contestação assim que surgirem sinais de desconto inesperado. Fonte: Redação
Lula Empossa Márcia Lopes no Ministério das Mulheres Um Novo Capítulo para a Igualdade de Gênero
Lula empossa Márcia Lopes como nova Ministra das Mulheres, marcando mudanças na pasta. Saiba o que isso significa para as políticas de gênero.
Como a PEC da Segurança Pública de Lula Pode Transformar a Segurança no Brasil em 2025
A PEC da Segurança Pública de Lula promete transformar o Brasil até 2025 com tecnologia, integração policial e participação cidadã. Conheça os impactos e desafios!