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Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro em foto oficial destacando PF indicia pai e filho por atuação nos EUA

PF formaliza indiciamento de Bolsonaro e Eduardo nos EUA

POLÍTICA

A Polícia Federal formalizou nesta quarta-feira (20) o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A decisão foi tomada após a PF concluir as investigações sobre a atuação de Eduardo junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo Tribunal Federal. O relatório final foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito que apura a trama golpista. Segundo a corporação, ambos têm atuado para obstruir o avanço da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, que tem Jair Bolsonaro como principal réu. O magistrado deve enviar o documento à Procuradoria-Geral da República, onde caberá ao procurador-geral Paulo Gonet definir se oferece denúncia, requisita diligências complementares ou pede arquivamento da investigação. O PF indicia Bolsonaro e Eduardo por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais, configurando crime contra a democracia brasileira. A investigação teve início em maio deste ano, quando a PGR solicitou ao Supremo a abertura do inquérito para apurar a suposta atuação do parlamentar para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes. Eduardo Bolsonaro pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e mudou-se para os Estados Unidos, alegando perseguição política. Durante sua estadia no exterior, o deputado articulou junto ao governo Trump a imposição de sanções americanas contra autoridades brasileiras, incluindo o tarifaço de 50% contra produtos brasileiros e sanções financeiras contra ministros do Supremo pela Lei Magnitsky. Evidências da articulação internacional As investigações da Polícia Federal revelaram conversas entre pai e filho que demonstram a coordenação das ações nos Estados Unidos. Em diálogo ocorrido em 27 de junho de 2025, Bolsonaro informou a Eduardo que vinha “conversando com alguns do STF” e acrescentou que “todos ou quase todos demonstram preocupação com sanções”, referindo-se às medidas que poderiam ser adotadas pelos EUA contra o Brasil. Durante a conversa, após Eduardo enviar arquivos de mídia perguntando se poderia compartilhá-los, Bolsonaro respondeu que não deveriam ser divulgados e orientou o filho a “esquecer qualquer crítica ao Gilmar”, possivelmente referindo-se ao ministro Gilmar Mendes. Ao final, pediu que a conversa continuasse por ligação telefônica, demonstrando a cautela com a comunicação eletrônica. Segundo o relatório da PF, essas mensagens indicam a intenção de Eduardo Bolsonaro de prosseguir com ações ilícitas nos Estados Unidos. A investigação conclui que o deputado tinha conhecimento prévio das medidas a serem adotadas pelo governo norte-americano e que as sanções americanas articuladas pelos investigados tinham como objetivo coagir autoridades brasileiras. O ex-presidente também é investigado por mandar recursos via Pix para custear a estadia do filho no exterior, enquanto Eduardo buscava sanções que visavam pressionar a justiça brasileira. Um pedido de cassação contra o mandato de Eduardo foi enviado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), à Comissão de Ética da Casa na sexta-feira (16), após representações apresentadas pelo PT e PSOL. As investigações também revelaram que o pastor Silas Malafaia foi indiciado por participar das articulações, atuando de forma coordenada com os Bolsonaro na definição de estratégias de coação e propagação de narrativas contra as instituições democráticas. O religioso auxiliava diretamente no alinhamento das postagens do ex-presidente nas redes sociais em momentos críticos da investigação. O STF deve analisar o relatório nos próximos dias, dando continuidade ao processo que pode resultar na denúncia formal dos envolvidos. O caso representa um marco na investigação sobre tentativas de interferência externa nos processos judiciais brasileiros e reforça a atuação das instituições democráticas na defesa do Estado de Direito.

21/08/2025 / 0 Comentários
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cliente atento verifica autenticidade de aplicativo bancário no celular

Urgente PF investigará ataque hacker a bancos, Banco Central ficou fora do alvo

NOTÍCIAS

PF investiga um ataque cibernético que derrubou, na madrugada de 1.º de julho de 2025, canais de internet banking e aplicativos de quatro grandes bancos brasileiros. Clientes relataram falhas de acesso por quase duas horas, período em que transferências e pagamentos ficaram indisponíveis. As instituições restabeleceram os serviços antes do início do expediente e garantem que nem saldos nem dados sensíveis foram comprometidos. Inquérito da PF e notas das instituições A Superintendência de Combate a Crimes Digitais da Polícia Federal abriu inquérito ainda na tarde do dia 1.º. Peritos recolheram logs dos data centers e solicitaram registros às operadoras de backbone para rastrear a origem dos pacotes maliciosos. Investigações preliminares apontam para um ataque distribuído de negação de serviço, que sobrecarregou os servidores de autenticação por meio de milhões de requisições simultâneas. “Nossos canais digitais já estão operando normalmente; não houve vazamento de dados de clientes”, informou o Itaú Unibanco em comunicado distribuído ao mercado. O Bradesco relatou situação parecida: “Reforçamos filtros de tráfego e adotamos proteção adicional para serviços de pagamentos instantâneos”. O Santander acrescentou que ampliou contratos com provedores de mitigação para dobrar a capacidade de defesa, enquanto o Banco do Brasil afirmou ter redirecionado parte do tráfego por rotas internacionais a fim de diluir o pico de requisições. Em nota separada, o Banco Central reforçou que seus sistemas de liquidação e o arranjo de pagamentos instantâneos permaneceram estáveis. Segundo a autarquia, a segmentação de redes críticas e o isolamento físico dos servidores impediram reflexos diretos no ambiente de compensação interbancária. Custos imediatos e lições de segurança A Federação Brasileira de Bancos calcula custo emergencial de aproximadamente cinco milhões de reais para as instituições afetadas, cifra que cobre horas extras de equipes de tecnologia, contratação de serviços de mitigação e auditorias externas. A Comissão de Valores Mobiliários pediu fatos relevantes às instituições listadas para avaliar eventual impacto, mas analistas não preveem efeito sobre indicadores de solvência, já que não houve prejuízo financeiro direto. Especialistas em cibersegurança vêem o episódio como alerta para bancos médios, cooperativas e fintechs. O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil recomenda quatro práticas imediatas filtros dinâmicos contra inundação de requisições, redundância geográfica de balanceadores, autenticação multifator para acesso administrativo e exercícios de simulação semestral. Essas ações reduzem a janela de exposição e incrementam a detecção precoce. Riscos ao cliente e prevenção de fraudes Do ponto de vista do correntista, a principal orientação é manter aplicativos atualizados, ativar alertas de transação por SMS ou e-mail e evitar clicar em links não solicitados durante períodos de instabilidade. Tentativas de phishing costumam aumentar quando canais oficiais ficam fora do ar, já que golpistas exploram a necessidade de restabelecer acesso. Caso o internet banking apresente lentidão, a recomendação é aguardar o restabelecimento normal e monitorar comunicados nas redes sociais oficiais dos bancos. Próximos passos da investigação e impacto regulatório A Polícia Federal deve concluir a coleta de provas em até noventa dias. Se a autoria for atribuída a grupos estrangeiros, a Procuradoria-Geral da República enviará pedidos de cooperação jurídica internacional. Caso sejam identificados cúmplices no Brasil, os envolvidos poderão responder pelos crimes de interrupção de serviço essencial e associação criminosa, com penas que podem chegar a oito anos de prisão. Representantes do Banco Central analisam tornar obrigatória a publicação anual de relatório de resiliência cibernética, prática já adotada em alguns mercados europeus. A proposta inclui testes de estresse conduzidos por auditor externo e divulgação de métricas de tempo máximo de indisponibilidade. Bancos argumentam que investem continuamente em segurança, mas aceitam discutir padronização maior para fortalecer a confiança do sistema financeiro. Enquanto o inquérito avança, as instituições revisam seus próprios planos de contingência. A meta é reduzir para quinze minutos o impacto de eventuais ataques futuros, garantindo disponibilidade mínima dos serviços críticos, como pagamentos instantâneos e emissão de boletos. Para o consumidor, o episódio reforça a importância de acompanhar informações oficiais e adotar rotinas de segurança digital. “Ataques de saturação são cada vez mais volumosos; nosso foco é antecipar padrões e bloquear pacotes antes de atingirem o núcleo dos servidores”, disse o diretor de tecnologia do Santander em coletiva virtual. O Bradesco destacou, em nota, que ampliará investimentos em inteligência artificial para monitoramento de tráfego em tempo real. Com a Polícia Federal à frente da investigação e uma resposta coordenada entre bancos e reguladores, o sistema financeiro brasileiro busca manter sua reputação de robustez, ao mesmo tempo em que aprimora defesas contra ameaças sofisticadas. Para clientes, o impacto no saldo foi nulo para as instituições, o episódio se torna caso-teste na contínua batalha por resiliência cibernética.

02/07/2025 / 0 Comentários
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