Search
Close this search box.

STF redistribui caso Master e Toffoli deixa relatoria após nota do plenário

Publicado 13/02/2026 às 02:35 Ricardo Beariz
Creditos: O ministro do STF Dias Toffoli. Foto: Evaristo

O Supremo Tribunal Federal decidiu retirar o ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado caso Master e encaminhar o conjunto de processos para redistribuição. A mudança foi formalizada em uma nota assinada pelos dez ministros que participaram de uma reunião convocada para tratar do tema e da condução processual do caso.

No texto, os ministros registraram que consideram válidos todos os atos praticados por Toffoli enquanto relator na Reclamação 88.121 e nos processos vinculados. A nota também afirma que não foi identificado motivo para suspeição ou impedimento do ministro, além de mencionar que ele atendeu a pedidos formulados pela Polícia Federal e pela Procuradoria Geral da República.

Ainda segundo a nota, a saída de Toffoli ocorreu a pedido do próprio ministro, e a Presidência do STF acolheu a solicitação para permitir a livre redistribuição do acervo, sob o argumento de preservação dos interesses institucionais da Corte. Com isso, caberá ao novo relator dar andamento às próximas etapas, incluindo a análise de medidas pendentes e eventuais pedidos da investigação.

Nota do STF busca preservar atos e reduzir risco de nulidades

A decisão do Supremo foi construída para evitar que a troca de relatoria gere questionamentos sobre o que já foi feito no processo. Ao reconhecer explicitamente a validade dos atos praticados por Toffoli, o plenário sinaliza que a mudança de relator não deve paralisar o caso nem abrir espaço automático para anulação de decisões anteriores, o que costuma ser um ponto sensível em investigações com grande repercussão.

A reunião interna ganhou peso porque ocorreu após a Presidência do tribunal ser informada de que o nome de Toffoli aparecia citado em mensagens obtidas pela Polícia Federal no contexto da apuração relacionada ao Banco Master, com parte do conteúdo sob sigilo. Ainda assim, a nota divulgada pelos ministros afirma que não há, neste momento, elementos formais que caracterizem impedimento ou suspeição, razão pela qual o gesto de Toffoli é tratado como uma medida administrativa para garantir fluidez e estabilidade institucional.

O procedimento descrito na nota também indica que a Presidência adotaria medidas processuais para consolidar a redistribuição e encaminhar os autos ao novo relator, que seria definido por sorteio, conforme as regras internas da Corte e as restrições aplicadas a quem participa do sorteio em casos específicos.

Novo relator assume e caso segue em investigação no STF

Após a redistribuição, o ministro André Mendonça passou a ser apontado como novo relator do caso, assumindo a condução dos próximos passos. A troca concentra nele a responsabilidade de avaliar pedidos, conduzir diligências e tomar decisões relacionadas ao avanço da investigação no âmbito do Supremo.

A partir daqui, o foco tende a ficar em duas frentes. A primeira é técnica, garantir continuidade processual, manter a cadeia de custódia dos elementos já colhidos e decidir sobre providências ainda pendentes. A segunda é institucional, reduzir ruído político e evitar que o debate público sobre a relatoria contamine o andamento do caso.

Com a definição do novo relator e a validação dos atos anteriores, o STF tenta equilibrar duas necessidades ao mesmo tempo. De um lado, assegurar que a investigação prossiga sem travas. Do outro, blindar o processo contra disputas sobre formalidades que poderiam atrasar, suspender ou fragilizar decisões futuras.

Compartilhe está postagem
Picture of Ricardo Beariz

Ricardo Beariz

Redator e especialista em mídias sociais no Atitude MT, criando conteúdo que conecta você às notícias do dia dia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *