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Lula despenca até no Nordeste: veja como governo é rejeitado por região e classe

Publicado 21/08/2025 às 01:09 Por Atitude MT
Presidente Lula em evento público mostrando aprovação de Lula despenca até no Nordeste pesquisa Quaest
Créditos: Sergio Lima/AF

A aprovação de Lula registrou queda dramática em sua base eleitoral mais sólida, o Nordeste, segundo a mais recente pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (20). Pela primeira vez desde o início do mandato, o presidente enfrenta deterioração significativa de sua popularidade até mesmo na região que sempre foi seu bastião político, sinalizando uma crise de confiança que se espalha por todas as camadas sociais do país.

No Nordeste, historicamente o reduto mais favorável a Lula, a aprovação caiu para 60% em agosto, ainda que tenha registrado recuperação de 7 pontos em relação ao mês anterior. Contudo, os dados anteriores mostravam cenário ainda mais preocupante: em abril, apenas 52% dos nordestinos aprovavam o governo, enquanto 46% o rejeitavam, a menor diferença da série histórica. A região Sul mantém-se como a mais hostil ao governo, com 64% de desaprovação contra apenas 34% de aprovação.

O colapso da popularidade presidencial se manifesta de forma ainda mais dramática quando analisado por segmentação demográfica. Entre as mulheres, que tradicionalmente apoiavam Lula, a situação se inverteu completamente: 53% reprovam a gestão federal, enquanto apenas 43% a aprovam. Essa inversão representa uma das maiores perdas políticas do presidente, considerando que o eleitorado feminino foi crucial para sua vitória eleitoral.

A análise por faixa etária revela outro dado alarmante para o governo. Os jovens de 16 a 34 anos são os mais críticos, com 64% de rejeição contra apenas 33% de aprovação. Essa hostilidade geracional indica dificuldades futuras para a renovação da base política petista. Por outro lado, entre os idosos de 60 anos ou mais, Lula ainda mantém maioria de aprovação com 55%, demonstrando que seu apoio se concentra progressivamente em faixas etárias mais avançadas.

Colapso por classe social e religião

O levantamento da Quaest expõe a erosão do apoio ao governo em praticamente todas as classes sociais. Entre brasileiros com renda de dois a cinco salários mínimos, segmento tradicionalmente favorável ao PT, 61% desaprovam a gestão contra 36% que a aprovam. A situação é ainda mais grave entre os mais ricos: 64% dos que ganham acima de cinco salários mínimos rejeitam o governo, enquanto apenas 34% o aprovam.

No recorte por escolaridade, quanto maior o nível educacional, maior a rejeição ao governo Lula. Entre aqueles com ensino superior completo, apenas 42% aprovam a gestão, contrastando com 56% de aprovação entre pessoas com até o ensino fundamental. Esse padrão sugere dificuldades crescentes do governo em convencer segmentos mais instruídos da população.

A questão religiosa apresenta divisão ainda mais acentuada. Entre católicos, historicamente aliados do PT, os índices se equilibraram em 49% de aprovação, mas entre evangélicos, a rejeição atingiu 67% contra apenas 29% de aprovação. O crescimento de 9 pontos percentuais na rejeição evangélica desde a rodada anterior demonstra o aprofundamento da polarização religiosa no país.

MAPA DA APROVAÇÃO POR REGIÃO:

┌─────────────────────────────────────┐
│    APROVAÇÃO DE LULA POR REGIÃO     │
├─────────────────────────────────────┤
│                                     │
│    NORTE: 45% aprovação             │
│    ██████████████                   │
│                                     │
│    NORDESTE: 60% aprovação          │
│    ████████████████████████████     │
│                                     │
│    CENTRO-OESTE: 42% aprovação      │
│    █████████████                    │
│                                     │
│    SUDESTE: 44% aprovação           │
│    ██████████████                   │
│                                     │
│    SUL: 34% aprovação               │
│    ████████                         │
│                                     │
└─────────────────────────────────────┘

A análise por cor/raça também revela tensões significativas. Entre brasileiros que se declaram brancos, a reprovação alcança 61% contra 36% de aprovação. Entre pardos e pretos, grupo que tradicionalmente apoiava Lula, observa-se inversão da tendência: a desaprovação agora supera a aprovação, marcando mudança histórica no padrão de votação desses segmentos.

O CEO da Quaest, Felipe Nunes, atribui a ligeira recuperação de agosto à combinação de fatores econômicos e políticos, incluindo alívio nos preços dos alimentos e a postura presidencial diante das tarifas americanas. Contudo, os dados gerais indicam que o governo enfrenta sua pior crise de popularidade, com 51% de desaprovação nacional contra 46% de aprovação, sinalizando um cenário desafiador para a governabilidade nos próximos anos.

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