Fed enfrenta dilema complexo com tarifaço de Trump elevando inflação americana

Tarifaço força Fed a escolher entre inflação e crescimento

O Federal Reserve enfrenta uma das decisões mais complexas de sua história recente devido ao tarifaço implementado pelo presidente Donald Trump. As tarifas de até 50% sobre produtos importados criaram um cenário desafiador para a política monetária americana, forçando o banco central a equilibrar o controle da inflação com a necessidade de sustentar o crescimento econômico. A autoridade monetária, liderada por Jerome Powell, projeta que a inflação americana chegue a 2,7% em 2025, acima da meta de 2% ao ano. O dilema do Fed intensificou-se após a implementação das tarifas comerciais, que elevaram os custos de produtos importados e pressionaram os preços ao consumidor. Michael Barr, diretor do Federal Reserve, alertou que as tarifas podem simultaneamente aumentar a inflação e elevar o desemprego, colocando o banco central numa posição difícil para definir prioridades. Segundo Barr, o tamanho e escopo dos aumentos tarifários não têm precedentes modernos, criando incertezas sobre seus efeitos na economia americana. A inflação nos Estados Unidos tem mostrado resistência às políticas restritivas, especialmente no setor habitacional, considerado pelos especialistas como extremamente sensível. O índice PCE (Personal Consumption Expenditures), principal medida utilizada pelo Fed, teve suas projeções elevadas de 2,1% para 2,5% em 2025. Essa persistência inflacionária limita a margem de manobra para cortes na taxa básica de juros, atualmente mantida entre 4,25% e 4,5% ao ano. Impactos das tarifas na política monetária O tarifaço criou pressões conflitantes sobre a política monetária americana. Enquanto as tarifas elevam custos e pressionam a inflação para cima, também podem desacelerar o crescimento econômico ao reduzir a competitividade das empresas e interromper cadeias de suprimentos globais. Os economistas alertam que esse cenário pode gerar um efeito estagflacionário, combinando estagnação econômica com alta de preços. Jerome Powell tem adotado uma postura cautelosa, sinalizando que o Fed aguardará dados econômicos mais consistentes antes de promover ajustes significativos nos juros. A autoridade monetária mantém a perspectiva de dois cortes de 0,25 ponto percentual até o final de 2025, mas essa estratégia pode ser revista conforme a evolução dos indicadores. O banco central americano reconhece que as tarifas podem criar volatilidade nos mercados financeiros e afetar as expectativas inflacionárias. A situação é agravada pela força do mercado de trabalho americano, que mantém pressão sobre os salários e, consequentemente, sobre os custos das empresas. Com o PIB crescendo em torno de 3% e baixo desemprego, a demanda interna permanece aquecida, dificultando o processo de desinflação. Analistas apontam que essa combinação de fatores pode forçar o Fed a manter juros elevados por mais tempo que o inicialmente previsto. Cenários futuros para a economia americana As perspectivas para a economia americana dependem largamente da duração e intensidade das políticas tarifárias. Economistas projetam que as tarifas podem reduzir o crescimento do PIB em até 1,5 ponto percentual em 2025, criando um ambiente desafiador para as decisões monetárias. O Fed pode ser obrigado a escolher entre combater a inflação, mantendo juros altos, ou sustentar o emprego e o crescimento através de uma política mais acomodatícia. A incerteza sobre a forma final das tarifas complica ainda mais o planejamento da política monetária. Gregory Daco, economista-chefe da EY, alerta que a elevação drástica das tarifas pode criar um choque estagflacionário, testando os limites da economia americana. Nesse contexto, o Federal Reserve deve navegar cuidadosamente para evitar tanto uma recessão quanto uma espiral inflacionária descontrolada.

Read More »

Juro real do Brasil chega a 10% e fica atrás só da Turquia

O juro real do Brasil atingiu 9,76% ao ano, mantendo o país na segunda posição do ranking mundial de taxas de juros reais, segundo levantamento da consultoria MoneYou divulgado em julho de 2025. A taxa brasileira fica atrás apenas da Turquia, que lidera com 10,08%, mas supera economias como Argentina, com 6,70%, e África do Sul, com 5,29%. O indicador considera a taxa de juros descontada da inflação projetada para os próximos 12 meses. A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central consolidou essa posição no cenário internacional. Esta foi a primeira vez que o comitê optou por manter os juros após sete altas consecutivas, demonstrando cautela diante das pressões inflacionárias e dos riscos fiscais que rondam a economia brasileira. O juro real representa o retorno efetivo de investimentos após descontar a perda do poder de compra causada pela inflação. Diferentemente da taxa nominal, esse indicador mostra o ganho real que investidores e poupadores obtêm, sendo fundamental para avaliar a atratividade dos ativos financeiros brasileiros no mercado global. Como funciona o cálculo do juro real O cálculo do juro real brasileiro utiliza a metodologia que combina a taxa DI (Depósito Interbancário) projetada para 12 meses com a inflação esperada para o mesmo período, coletada pelo Boletim Focus do Banco Central. Atualmente, a inflação projetada está em 4,72% para os próximos 12 meses, enquanto a taxa de juros nominal permanece em 15% ao ano. Essa diferença resulta na taxa real de 9,76%, que coloca o Brasil em posição de destaque no cenário mundial. O levantamento da MoneYou considera 40 países relevantes no mercado de renda fixa global, oferecendo uma visão comparativa precisa da posição brasileira. A metodologia “ex-ante” utilizada no estudo projeta as taxas com base nas expectativas futuras, não nos dados históricos. Isso permite uma análise mais precisa do cenário econômico prospectivo, considerando as decisões de política monetária e as projeções de inflação do mercado financeiro. Impactos na economia e perspectivas futuras O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, explica que o Brasil entrou em território de política monetária restritiva apenas recentemente. Segundo suas projeções, a taxa real pode chegar a 10% no início de 2026, dependendo da evolução do cenário fiscal e das pressões inflacionárias. A elevação dos juros reais tem efeitos diretos sobre o crescimento econômico, o mercado de crédito e os investimentos. Empresas enfrentam custos mais altos para financiamentos, enquanto investidores encontram maior atratividade em aplicações de renda fixa. O cenário também influencia o fluxo de capital estrangeiro, que busca países com retornos reais elevados. As perspectivas de redução dos juros dependem de fatores como o controle da inflação, a melhoria do cenário fiscal e o comportamento da economia internacional. Agostini projeta que a convergência para taxas mais baixas deve começar apenas no fim de 2026, com consolidação em 2027, desde que as condições macroeconômicas permitam. Fonte: Redação

Read More »
Copom Banco Central decide manter Taxa Selic 15% ao ano ou continuar alta

Copom decide hoje se Selic fica no maior nível em 20 anos ou sobe mais ainda

O Copom do Banco Central decide nesta quarta-feira 30 de julho se mantém a Taxa Selic em 15% ao ano ou dá continuidade ao ciclo de alta que já dura quase um ano. A alta Taxa Selic atual representa o maior nível dos juros básicos desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Analistas do mercado financeiro apostam na manutenção da taxa, mas a possibilidade de nova elevação não está descartada, considerando a pressão inflacionária que ainda persiste na economia brasileira. Desde setembro de 2024, a Taxa Selic foi elevada sete vezes consecutivas, saindo de 10,5% ao ano para os atuais 15% ao ano. O movimento representa uma das escaladas mais agressivas da história recente da política monetária brasileira, com o Banco Central utilizando seu principal instrumento para combater a inflação descontrolada. As elevações incluíram aumentos de 0,25 ponto, 0,5 ponto e até 1 ponto percentual em algumas reuniões, demonstrando a urgência das autoridades monetárias em conter os preços. A decisão do Copom acontece em um momento delicado para a economia brasileira. Por um lado, a inflação medida pelo IPCA desacelerou para 0,24% em junho, acumulando 5,35% em 12 meses. Por outro lado, o IPCA-15 de julho, que funciona como prévia da inflação oficial, veio acima das expectativas e acelerou devido aos preços de energia e passagens aéreas. Esta divergência de sinais torna a decisão ainda mais complexa para os membros do comitê. Na ata da última reunião, realizada em junho, o Copom sinalizou que a Selic será mantida em 15% ao ano “por tempo prolongado”. O comitê justificou a posição argumentando que os núcleos de inflação, que excluem preços administrados e alimentos in natura, continuam pressionados há meses. Esta interpretação corrobora a visão de que a inflação segue impulsionada pela demanda aquecida, exigindo uma política monetária contracionista por período extenso. O impacto da alta Taxa Selic se estende muito além dos números econômicos, afetando diretamente o bolso dos brasileiros. Juros mais altos encarecem o crédito para financiamentos imobiliários, empréstimos pessoais, cartões de crédito e financiamentos de veículos. Ao mesmo tempo, estimulam a poupança e desencorajam o consumo, criando um efeito dominó que pode desacelerar o crescimento econômico. Empresas também sentem o peso dos juros elevados, com custos maiores para capital de giro e investimentos. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a estimativa é que a Taxa Selic permaneça em 15% ao ano até o final de 2025, com reduções começando apenas em 2026. A previsão de inflação para 2025 foi revista para baixo, de 5,2% para 5,09%, mas ainda permanece acima do teto da meta contínua de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, estabelece que a meta de inflação de 3% deve ser perseguida mensalmente, considerando a inflação acumulada em 12 meses, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Este novo modelo torna o controle inflacionário mais rigoroso e exige monitoramento constante das autoridades monetárias. A reunião do Copom segue um ritual de dois dias. No primeiro, são apresentados dados técnicos sobre a evolução das economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do comitê, formado pela diretoria do Banco Central, analisam cenários e definem a nova Taxa Selic. A decisão será anunciada ao final desta quarta-feira, com potencial para impactar imediatamente o mercado financeiro e as expectativas dos agentes econômicos. O último Relatório de Política Monetária do Banco Central, divulgado em junho, manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,9%, mas alertou que a estimativa pode ser revista dependendo do comportamento do dólar e da própria inflação. A autoridade monetária reconhece que o cenário permanece desafiador, com pressões inflacionárias vindas de múltiplas fontes, desde commodities até serviços, exigindo vigilância constante e possível ajuste na política monetária conforme necessário. Fonte: Redação

Read More »
empresários criticam nova regra para trabalho aos domingos

Setor privado se revolta com nova regra para trabalho em feriados

O setor empresarial reagiu com preocupação à nova norma do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que altera as exigências para o funcionamento de empresas aos domingos e feriados. A medida, publicada em portaria no fim de julho, passou a exigir autorização prévia para que diversos setores possam operar nesses dias, gerando críticas de representantes da indústria, do comércio e dos serviços. Segundo a nova diretriz, apenas empresas incluídas em uma lista de atividades autorizadas poderão manter expediente em feriados, e ainda assim deverão seguir normas específicas. O governo justifica que a portaria busca fortalecer o cumprimento da CLT, garantindo o descanso semanal remunerado e compensações legais para os trabalhadores. Empresários veem burocracia e prejuízos A reação foi imediata. Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) classificaram a medida como um retrocesso, alegando que ela aumenta a burocracia e prejudica a liberdade econômica. Para os empresários, a exigência de autorização prévia compromete o funcionamento de setores essenciais e dificulta o planejamento operacional. O presidente da CNC, por exemplo, destacou que atividades como shoppings, supermercados e farmácias não podem depender de autorizações pontuais para abrir as portas, especialmente em datas de alto movimento. Ele ainda apontou que a medida pode afetar a geração de empregos temporários e comprometer o faturamento de pequenos e médios negócios. Do lado do governo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu a decisão. Segundo ele, a portaria não proíbe o trabalho nesses dias, mas regulamenta a prática com base no que já prevê a legislação trabalhista. Marinho reforçou que a negociação coletiva com sindicatos segue sendo a base para exceções e que o objetivo é proteger o trabalhador de abusos. Especialistas em direito trabalhista avaliam que a portaria retoma uma interpretação mais rígida da CLT, que sempre exigiu justificativas para o trabalho em dias tradicionalmente destinados ao descanso. Eles alertam, no entanto, que o impacto prático dependerá da forma como a fiscalização será conduzida e de eventuais judicializações da norma. A medida ainda poderá sofrer ajustes. A expectativa é de que representantes do setor produtivo e o governo se reúnam nas próximas semanas para discutir alternativas. Parlamentares da base aliada também demonstraram incômodo com a repercussão negativa e defendem o diálogo com o Ministério do Trabalho para evitar efeitos colaterais na economia.

Read More »
pessoa segura passaporte cartão internacional e recibo de câmbio mostrando cobrança de IOF

IOF Imposto 2025: guia completo sobre o que é, quanto você paga e como economizar

Sabe aquele valor extra que aparece no câmbio da viagem, no cartão internacional, no empréstimo ou até em certos seguros financeiros. Quase sempre é o IOF Imposto, sigla para Imposto sobre Operações Financeiras. Em 2025 o tributo virou manchete depois que o governo elevou alíquotas por decreto, o Congresso tentou barrar e o Supremo Tribunal Federal interveio, restabelecendo quase tudo e mantendo uma exceção importante. Resultado, confusão geral. Este guia reúne em um só lugar o que mudou, quanto se paga hoje em cada tipo de operação e táticas práticas para não gastar além do necessário. O que é o IOF e quando ele aparece O IOF é um imposto federal regulatório, usado tanto para arrecadar quanto para orientar comportamento econômico. Ele incide em quatro grandes blocos: crédito, câmbio, seguros e títulos ou valores mobiliários. O fato gerador varia conforme a operação. Em crédito, nasce na concessão do recurso. Em câmbio, na liquidação da compra de moeda ou pagamento externo. Em seguros, na emissão da apólice. Em títulos, na movimentação de instrumentos financeiros de curto prazo. A base de cálculo costuma ser o valor da operação convertida em reais, e a cobrança é automática pelos bancos, corretoras, seguradoras ou instituições de pagamento, que repassam ao Tesouro. O IOF é flexível. O Poder Executivo pode ajustar alíquotas dentro de limites definidos em lei para reagir a condições macroeconômicas, controlar fluxos de capital de curto prazo ou desestimular determinadas práticas financeiras. Por isso ele muda mais que tributos como IRPF ou IPI e volta e meia aparece no noticiário. Linha do tempo 2025: decretos, Congresso e STF Em maio e junho de 2025 o governo federal publicou uma sequência de decretos, entre eles o Decreto 12.499/2025, elevando diversas alíquotas de IOF, principalmente em operações de câmbio (unificando em 3,5 por cento compras de moeda, cartão internacional, remessas pessoais e crédito externo de curto prazo) e criando novas regras para seguros VGBL de alto aporte e para certas operações de financiamento corporativo como risco sacado. O Congresso reagiu com um decreto legislativo sustando partes do aumento. Setores de turismo e bancos passaram dias sem saber qual alíquota aplicar. Em 16 de julho o ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu decisão cautelar que restabeleceu a eficácia do decreto presidencial, mas manteve suspensa a cobrança sobre operações de risco sacado, entendendo que esse tipo de financiamento comercial exige lei específica e não pode ser equiparado genericamente a empréstimo para fins de IOF. Após a decisão, o Fisco soltou nota: a Receita Federal informou que não fará cobrança retroativa do IOF sobre instituições financeiras para o período de indefinição e que orientações de ajuste serão publicadas para evitar insegurança jurídica. Quem recolheu a mais ou a menos nesse intervalo terá tratamento conforme regras já existentes sobre responsabilidade tributária. Tabela rápida: principais alíquotas de IOF após decisão do STF (vigência julho 2025) Operação Alíquota atual Observações resumidas Compra de moeda estrangeira em espécie 3,5% Era 1,1%; decreto elevou e STF validou. Cartões internacionais crédito, débito, pré‑pago 3,5% Era 3,38%; unificação em 3,5%. Remessa para conta própria exterior / gastos pessoais 3,5% Subiu de 1,1% para 3,5%. Remessa para investimento exterior 1,1% Subiu de 0,38% para 1,1%; tratamento diferenciado. Empréstimo de curto prazo externo até 364 dias 3,5% Antes 1,1%; usada para entradas especulativas. Operações de crédito pessoa física no mercado interno 0,38% adicional na abertura + taxa diária variável (ex: 0,0082% ao dia)** Sem mudança recente; segue regra histórica. Seguros VGBL aportes elevados Escalonamento: isenções até tetos anuais e 5% acima do limite, conforme decreto Medida para coibir uso de VGBL como aplicação de curtíssimo prazo. Risco sacado (forfait / antecipação fornecedores) Suspenso Moraes manteve suspensão dessa incidência. Nota taxa diária varia conforme prazo e tipo de tomador; ver detalhes na seção de crédito abaixo. IOF nas operações de câmbio e viagem internacional O bloco que mais pegou os brasileiros foi o câmbio. Agora há alíquota única de 3,5 por cento para praticamente tudo que o consumidor comum faz ligado a viagem ou gasto no exterior: comprar dólar ou euro em espécie, usar cartão internacional de crédito ou débito, carregar cartão pré‑pago, pagar serviço de streaming cobrado lá fora, mandar remessa para a própria conta ou para familiar, tudo cai na mesma alíquota. Antes havia mosaico de 1,1 por cento na moeda em espécie, 3,38 por cento no cartão e 1,1 por cento em remessa pessoal. Na prática, o impacto muda pouco para quem sempre concentrou gastos no cartão, sobe para quem comprava moeda em espécie e se nivela para remessas familiares. Cada mil reais enviados ou gastos agora geram trinta e cinco reais de IOF. Planejar trocas grandes de moeda em lotes menores não reduz imposto, já que a alíquota é percentual. Remessas para investimento continuam com 1,1 por cento, porque o governo optou por não encarecer aportes de capital produtivo no exterior como fundos e corretoras internacionais de longo prazo. Atenção ao enquadramento correto na plataforma que você usa para mandar dinheiro; marcar remessa como pessoal quando na verdade é aporte de investimento pode gerar autuação ou diferença de imposto. Dica rápida, comparar spread cambial do banco com plataformas digitais costuma render economia maior que o IOF em si. Ferramentas de remessa online e contas globais informam o custo completo antes de fechar a operação. IOF no crédito: empréstimos, financiamentos, cartão e operações de curto prazo No crédito doméstico para pessoa física, as regras não mudaram com os decretos recentes. O IOF segue composto por alíquota adicional na abertura da operação mais taxa diária proporcional ao prazo. Caso típico: empréstimo pessoal, financiamento de veículo, cheque especial ativado. A alíquota de partida costuma ser 0,38 por cento sobre o valor tomado, somada a um fator diário que gira em torno de 0,0082 por cento ao dia para pessoas físicas, até limite máximo acumulado. Isso significa que quanto mais curto o prazo, menos IOF total; quanto mais longo, mais o componente diário pesa, embora juros sejam geralmente o item dominante do custo. Empresas têm estrutura

Read More »
trabalhadora segura notas de dinheiro após receber o PIS da Caixa

Caixa paga Abono Salarial PIS para aniversariantes de setembro e outubro nesta semana

A Caixa Econômica Federal libera, a partir desta segunda‑feira, o crédito do abono salarial PIS para trabalhadores da iniciativa privada que fazem aniversário em setembro e, na segunda‑feira seguinte, para os nascidos em outubro. O benefício refere‑se ao ano‑base 2023 e poderá ser movimentado até 27 de dezembro. Servidores públicos vinculados ao Pasep receberão nas mesmas datas pelo Banco do Brasil. Quem recebe e quanto será pago Para ter direito é preciso cumprir quatro critérios: O valor varia conforme o período trabalhado: cada mês garante um doze avos do salário mínimo de 2025 (R$ 1.420). Assim, quem trabalhou o ano inteiro receberá R$ 1.420 seis meses correspondem a R$ 710 um mês, a R$ 118. A Caixa estima transferir cerca de R$ 4,5 bilhões a 3,8 milhões de beneficiários nesta etapa. Como verificar a elegibilidade O trabalhador pode consultar pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Basta fazer login com CPF, tocar em Benefícios e depois em Abono Salarial. O app informa valor, data e banco pagador. Outra opção é usar o Caixa Tem, que exibe notificação de depósito quando o crédito cai na conta. Consultas por telefone permanecem ativas nos números 0800 726 0207 (Caixa) e 0800 729 0001 (Banco do Brasil, Pasep). Calendário, saque e cuidados essenciais Mês de nascimento Data de liberação Prazo final para saque Setembro 22 de julho 27 de dezembro Outubro 29 de julho 27 de dezembro O dinheiro é creditado automaticamente em conta corrente ou poupança da Caixa. Quem não tem vínculo bancário recebe em poupança digital Caixa Tem. Para saque presencial, basta usar o Cartão Cidadão em caixas eletrônicos, lotéricas ou agências, apresentando documento oficial com foto. Quem perdeu o cartão consegue gerar código QR no aplicativo. Golpistas costumam enviar falsas mensagens prometendo “liberação imediata” do PIS. A Caixa não encaminha links por SMS nem solicita dados bancários via redes sociais. Qualquer dúvida deve ser sanada nos canais oficiais. Documentos necessários para saque presencial Segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados, 42 por cento dos beneficiários utilizam o abono para compras essenciais como alimentação e higiene; outros 28 por cento quitam dívidas em atraso. Economistas recomendam reservar parte do valor para compor fundo emergencial; a reserva equivalente a três parcelas do benefício pode evitar endividamento futuro. Simulação do Banco Central mostra que um financiamento de R$ 1.200 parcelado em dez meses no rotativo do cartão custa R$ 1.570 ao fim do prazo. Quitar essa dívida à vista com parte do abono gera economia imediata de 30 por cento. Empresas de microcrédito sugerem substituir empréstimos de curto prazo por modalidades com juros menores, como crédito consignado, que não sofre incidência de IOF adicional após agosto. Próximas liberações e lotes residuais O calendário 2025 termina em 29 de julho, quando recebem aniversariantes de novembro e dezembro. Todos os beneficiários podem sacar até 27 de dezembro. Após essa data, valores não resgatados retornam ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. O Ministério do Trabalho publica anualmente lote residual para quem perdeu prazos anteriores. Em 2024, mais de 320 mil pessoas recuperaram abonos antigos. Estão em estudo mudanças futuras para alinhar o pagamento ao mês de admissão do empregado, modelo suspenso desde 2020. Qualquer alteração será incluída na proposta orçamentária de 2027. Resumo de serviço O abono salarial continua sendo um reforço importante de renda e seu calendário escalonado busca evitar filas nas agências. Quem verifica dados antecipadamente garante o benefício sem contratempos e ainda pode planejar melhor o uso do dinheiro extra.

Read More »
presidente Lula com expressão séria durante reunião sobre efeitos do novo IOF

Aumento do IOF divide país: 52 % veem erro, 44 % apoiam, diz Atlas

O reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo Ministério da Fazenda em junho provocou reações distintas entre os brasileiros. Levantamento divulgado nesta terça feira pela AtlasIntel revela que 52 por cento da população considera a medida um erro. Outros 44 por cento afirmam apoiar o aumento enquanto 4 por cento não souberam responder. O estudo ouviu 3.200 pessoas entre 30 de junho e 2 de julho por meio de entrevistas online e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Pesquisa Atlas, números e metodologia A amostra foi estratificada por sexo, idade, escolaridade e região. No Nordeste a rejeição chegou a 60 por cento. No Sudeste o índice caiu para 48 por cento e o apoio subiu para 47 por cento, dentro da margem de erro. Entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos houve empate técnico, 49 por cento favoráveis e 48 por cento contrários. Na faixa de até dois salários mínimos a reprovação foi de 55 por cento. O IOF incide sobre operações de crédito, câmbio, seguro e títulos ou valores mobiliários. O governo elevou a alíquota de 1,50 para 2,10 por cento ao ano em financiamentos de pessoa física, com vigência a partir de 1.º de agosto. A Fazenda projeta arrecadar 9 bilhões de reais adicionais em 2025. Segundo o secretário do Tesouro, Roberto Brant, os recursos serão destinados a programas de habitação popular e equilíbrio do arcabouço fiscal. Consultado pela Atlas, o economista Lucas Carvalho observa que o método de aplicação rápida torna o imposto uma alternativa menos custosa do que alterar o Imposto de Renda. Ele lembra que o IOF é flexível e pode ser reduzido por decreto se o cenário de arrecadação melhorar. Para Carvalho, a maior crítica recai sobre o impacto no crédito ao consumidor, especialmente em financiamentos de automóveis e no rotativo do cartão. Impacto do IOF e repercussões políticas O tema chega ao Congresso num momento de disputa pela reforma tributária. Líderes da oposição protocolaram pedido de convocação do ministro da Fazenda para explicar a elevação. Parlamentares governistas afirmam que a medida é temporária e necessária para cobrir renúncias autorizadas na mesma lei que zerou impostos sobre energia solar. O presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que espera relatório da Comissão de Finanças antes de pautar qualquer projeto de decreto legislativo que revogue o aumento. Empresas e consumidores A Associação Brasileira de Bancos de Crédito declarou que o custo médio de financiamentos de curto prazo deve subir 0,2 ponto percentual. A entidade afirma que o impacto será maior em microempresas que dependem de capital de giro. Em nota, a Confederação Nacional da Indústria pediu compensação em linhas do BNDES para setores exportadores. Já a Federação Brasileira de Defesa do Consumidor prevê repasse ao preço final de eletrodomésticos vendidos a prazo. Especialistas em educação financeira recomendam que consumidores antecipem pagamentos de cartões e avaliem opções de crédito consignado, que não são afetadas pelo novo IOF. O consultor André Almeida sugere renegociar dívidas antes de agosto para fugir da alíquota maior. Segundo simulação do Banco Central, um financiamento de dez mil reais parcelado em doze vezes terá acréscimo de oitenta e dois reais no custo total após o reajuste. No mercado, o aumento gerou leve alta na curva de juros futuros. O contrato DI para janeiro de 2027 avançou de 10,15 para 10,22 por cento na segunda feira seguinte ao anúncio. Analistas da corretora Guide atribuem o movimento à percepção de política fiscal mais restritiva no curto prazo. A Fazenda deverá enviar ao Congresso um relatório detalhando o impacto trimestral da medida. Se a arrecadação superar a meta, o governo promete revisar as alíquotas no primeiro semestre de 2026. A AtlasIntel pretende repetir a pesquisa após três meses de vigência para medir eventual mudança de opinião. A disputa sobre o IOF evidencia o desafio de equilibrar contas públicas e aliviar a pressão sobre a população que recorre ao crédito. Enquanto o debate se concentra em Brasília, consumidores e empresas já refazem cálculos para absorver o efeito do imposto a partir de agosto. O resultado da pesquisa mostra que a sociedade acompanha de perto e cobra explicações claras sobre o destino dos recursos, sinal de que a confiança na política fiscal passa por transparência e previsibilidade.

Read More »
jovem em café exibe tela do celular com a palavra “Pix” destacada em letras grandes

Novas regras do Pix entram em vigor em 1º de julho; veja mudanças principais

Entrou em vigor nesta terça-feira, 1.º de julho de 2025, o conjunto de ajustes anunciado pelo Banco Central do Brasil para o arranjo de pagamentos instantâneos. As alterações afetam valores máximos nas transferências noturnas, criam devolução automática em caso de fraude comprovada e permitem que usuários programem Pix Recorrente para despesas mensais. O regulador diz que as medidas buscam reduzir fraudes sem comprometer a agilidade do sistema, que hoje movimenta mais de quatro bilhões de transações por mês. Limites de valor e janelas de horário A principal mudança envolve o teto aplicado entre vinte e duas horas e seis da manhã. Desde a adoção dos limites noturnos em 2021, o valor padrão era mil reais por usuário, mas a inflação e a maior confiança no sistema motivaram ajuste. A partir de agora, o limite base sobe para R$ 2.000. Bancos continuam obrigados a oferecer opção de ajuste manual, permitindo que o cliente reduza, mantenha ou aumente o teto até cinco mil reais com antecedência mínima de vinte e quatro horas. A alteração vale para transferências entre pessoas físicas e também para compras em estabelecimentos que operam via Pix Troco ou Pix Saque. Outra novidade é a ampliação da janela de verificação em transações diurnas de alto valor. Operações acima de dez mil reais poderão ficar retidas em análise de risco por até trinta minutos, um aumento de quinze minutos em relação à regra anterior. Durante a retenção, o usuário visualiza aviso de “transferência em validação” e pode cancelar se desconfiar de golpe. O Banco Central afirma que o intervalo adicional melhora o desempenho de algoritmos antifraude sem comprometer a liquidez, pois apenas 1,4 por cento das transações ultrapassam esse patamar. Devolução automática em caso de fraude O mecanismo de devolução, já previsto desde 2021 para casos de golpe comprovado, ganha fluxo automático. Instituições receptoras passam a ter trinta minutos para bloquear valores suspeitos quando recebem alerta do banco de origem. Confirmada a fraude, o dinheiro volta à conta da vítima em até três dias úteis, sem necessidade de ordem judicial. Segundo o regulador, o novo fluxo reduz a dependência de trâmites manuais, responsáveis por quarenta por cento das reclamações registradas no último relatório de ouvidoria. Pix Recorrente e melhorias de usabilidade A função Pix Recorrente entra em produção plena após seis meses de testes em grupos controlados. Usuários podem autorizar pagamentos mensais a prestadores de serviço, como escolas, academias e planos de assinatura, definindo data e valor fixo. O débito ocorre automaticamente, mas pode ser suspenso a qualquer momento pelo aplicativo do banco. Para empresas, a vantagem está na eliminação de boletos, que custam em média R$ 1,20 por emissão. A Federação Brasileira de Bancos estima economia de setecentos milhões de reais por ano com a migração. O Banco Central também padronizou campos de descrição, permitindo até cinquenta caracteres na mensagem que acompanha o Pix. A alteração atende lojistas que solicitavam espaço maior para referência de pedido. Além disso, transações ficam disponíveis em histórico por dez anos, e não mais cinco, facilitando comprovações contábeis. Instituições financeiras têm noventa dias para adaptar aplicativos, mas a maioria concluiu ajustes antes do prazo. Em nota, o Itaú Unibanco informou: “Todos os nossos canais já operam com novos limites e suporte ao Pix Recorrente”. O Banco do Brasil reforçou que investiu em nuvem híbrida para manter tempo médio de liquidação abaixo de um segundo, apesar das validações adicionais. Orientações ao usuário O Banco Central recomenda revisar limites noturnos no aplicativo do banco, especialmente para quem costuma movimentar valores acima de dois mil reais. Em transações que exigem validação de trinta minutos, o usuário deve aguardar a confirmação dentro do próprio app, evitando clicar em links recebidos por mensagem. Em caso de suspeita de golpe, a instrução é acionar a instituição imediatamente e registrar ocorrência policial. Para microempreendedores, o Pix Recorrente reduz inadimplência, mas exige atenção ao fluxo de caixa, já que o débito é automático. Analistas sugerem reservar saldo em conta um dia antes do vencimento programado, evitando falha por insuficiência de fundos, que gera cobrança de tarifa a depender do contrato bancário. Com as mudanças, o Pix se consolida como ferramenta de pagamento dominante no Brasil, aliando velocidade a camadas adicionais de segurança. O Banco Central seguirá monitorando métricas de fraude, que caíram vinte e seis por cento no último ano, e promete novas funcionalidades em 2026, entre elas liquidação entre moedas e integração a carteiras digitais internacionais.

Read More »
trabalhadora confere saldo extra do PIS/Pasep no aplicativo Carteira Digital

Governo pagará bônus a trabalhadores que ganham salário até R$ 2.640

O Ministério do Trabalho confirmou que o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) começa a ser liberado em 15 de julho de 2025 para trabalhadores que receberam remuneração média mensal de até R$ 2.640 durante o ano-base 2023. O benefício, financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, injeta mais de sete bilhões de reais na economia e beneficia cerca de vinte e três milhões de pessoas em todo o país, segundo projeção da Dataprev. Quem tem direito ao bônus Para receber o abono, o trabalhador precisa cumprir quatro requisitos definidos pela Lei 13.134 de 2015. O primeiro é ter exercido atividade remunerada formal por no mínimo trinta dias em 2023, consecutivos ou não. O segundo é ter recebido, em média, até dois salários mínimos mensais nesse período, teto que corresponde a R$ 2.640. Também é necessário estar inscrito no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos, contados até 31 de dezembro de 2023. Por fim os empregadores devem ter informado corretamente os dados do funcionário na Relação Anual de Informações Sociais entregue ao governo. No setor privado o pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal, que deposita o valor automaticamente em conta poupança digital do aplicativo Caixa Tem ou em conta corrente existente. Servidores públicos recebem pelo Banco do Brasil, mediante crédito em conta ou saque presencial com documento oficial. Quem não possui conta ativa pode sacar usando o Cartão Cidadão ou apresentar identidade em agência. Calendário de pagamento e valores O cronograma mantém o modelo escalonado por mês de nascimento, adotado nos últimos dois ciclos, para aliviar agências e caixas eletrônicos. Nascidos em julho e agosto recebem a partir de 15 de julho, os aniversariantes de setembro e outubro em 22 de julho, quem faz aniversário em novembro ou dezembro em 29 de julho. Pessoas nascidas entre janeiro e junho já tiveram o crédito liberado entre março e junho deste ano. O saque fica disponível até 27 de dezembro de 2025. Depois dessa data o valor retorna ao Fundo, mas pode ser solicitado em reabertura de lote. O montante varia conforme a quantidade de meses trabalhados em 2023. Cada mês garante um doze avos do salário mínimo vigente em 2025, que é de R$ 1.420. Assim quem trabalhou o ano inteiro receberá R$ 1.420; alguém com seis meses de carteira assinada terá direito a R$ 710. O sistema arredonda para cima valores a partir de quinze dias de atividade, portanto um empregado registrado em novembro e dezembro de 2023 conta dois meses completos. Como consultar Os trabalhadores podem verificar elegibilidade e data exata pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Basta fazer login com CPF e senha Gov .br, tocar em Benefícios e selecionar Abono Salarial. A plataforma exibe disponibilidade, valor e banco pagador. Outra opção é o aplicativo Caixa Tem para quem recebe PIS e o App BB Pasep ou site bb.com.br/pasep para servidores. Consultas por telefone seguem ativas no número 0800-726-0207 da Caixa e 0800-729-0001 do Banco do Brasil. Impacto econômico e orientações finais Estudos da Fundação Getulio Vargas mostram que cada real repassado pelo abono gira até 1,8 real na economia local, pois a maioria destina o recurso a consumo imediato em mercados, farmácias e pagamento de dívidas. Em municípios de pequeno porte o bônus pode representar incremento de oito por cento no volume mensal de vendas do comércio varejista. Especialistas aconselham verificar dados pessoais antes da data prevista, evitando filas e movimentação de última hora. Quem identificar divergência de nome ou data de nascimento na Carteira Digital deve solicitar correção ao empregador, pois o sistema cruza informações do eSocial. Caso o abono não apareça no aplicativo, o trabalhador pode abrir recurso na unidade do Ministério do Trabalho mais próxima, levando carteira de trabalho, comprovante de salário e documento oficial; o prazo para análise é de até quarenta e cinco dias. O governo reforça que não envia links por e-mail ou mensagem para liberação do PIS/Pasep. Tentativas de phishing cresceram trinta por cento no último ciclo, de acordo com o Centro de Prevenção de Fraudes Bancárias, que orienta acessar exclusivamente canais oficiais. Quem receber SMS pedindo dados deve ignorar e denunciar no site gov.br. Com calendário definido e recursos garantidos no Orçamento da União, o abono salarial de 2025 funcionará como alívio financeiro para milhões de famílias e estímulo ao comércio em pleno período de reabertura de segundo semestre. Manter documentos atualizados e seguir as orientações de consulta são as melhores formas de garantir o recebimento sem contratempos.

Read More »