Uma foto em plano médio mostra uma reunião do Comitê Municipal de Gestão do Fogo dentro de uma sala. Doze pessoas estão sentadas ao redor de uma grande mesa retangular de madeira clara. Entre os participantes, do lado esquerdo, destaca-se um homem com fardamento camuflado do Exército; ao fundo, um homem veste o uniforme laranja do Corpo de Bombeiros; e no canto inferior direito, um homem indígena com colar tradicional participa da discussão. Na parede ao fundo, há um monitor de TV desligado. O clima é de debate e atenção.

Rondonópolis intensifica ações contra queimadas

Diante do avanço do período de estiagem e do consequente aumento do risco de incêndios, o Comitê Municipal de Gestão do Fogo de Rondonópolis decidiu reforçar as estratégias de prevenção e monitoramento na região. Em reunião realizada nesta segunda-feira (27) pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap), ficou definido que os encontros do grupo passarão a acontecer a cada 20 dias. Essa redução no intervalo permitirá um acompanhamento mais próximo e ágil das ocorrências durante o período crítico, com a possibilidade de antecipação das reuniões em situações extraordinárias. A mudança na periodicidade reflete a preocupação com o cenário atual e com os impactos da fumaça na saúde da população, especialmente de crianças e idosos. Para aumentar a eficiência no combate às chamas, o comitê deliberou que a Semmaap passará a ter acesso direto às câmeras do Gabinete de Apoio à Segurança Pública (GASP). O espelhamento das imagens em tempo real dará maior agilidade na identificação de descartes irregulares de resíduos e de outras situações de risco que possam dar origem a focos de incêndio. Outra frente de trabalho discutida foi a continuidade da limpeza nas áreas de aceiros e o combate intensificado nos chamados bolsões de lixo. Esses locais de descarte clandestino têm gerado graves prejuízos ambientais e funcionado como combustível para o surgimento de queimadas. O secretário da Semmaap, Alvaro Fachim, destacou que o comitê seguirá avaliando os resultados obtidos e que novas estratégias poderão ser adotadas ao longo da estiagem para fortalecer as ações de proteção. O encontro contou com uma ampla representação de forças públicas e da sociedade civil, reunindo membros do GASP, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria Municipal de Habitação, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), 18º Grupo de Artilharia de Campanha (18º GAC), União Rondonopolitana das Associações de Moradores de Bairros (Uramb) e o Cacique Marcelo Koguiepa, representando a Aldeia Tadarimana. Criado pela Lei Ordinária 6880/2011, o comitê é o órgão central no planejamento estratégico e no combate aos incêndios urbanos e rurais no município. A participação dos moradores também é considerada fundamental na fiscalização. Em casos de incêndios em andamento, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Já as denúncias sobre descarte irregular de lixo devem ser enviadas à Fiscalização Ambiental pelo WhatsApp (66) 99234-4005, enquanto a comunicação de terrenos sujos deve ser feita ao Controle Urbano, pelo WhatsApp (66) 98413-0867. Todas as informações recebidas são apuradas e geram autuações imediatas após a constatação da irregularidade. Devido à alta demanda do período, os órgãos informam que o retorno individual nem sempre é possível, mas o andamento do processo pode ser consultado mediante solicitação. Fonte: Assessoria

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Fotografia aérea de uma vasta área agrícola sob um céu nublado. À direita, um trator verde acoplado a uma plantadeira amarela e preta opera em um terreno que apresenta faixas de terra escura e úmida intercaladas com restos de palhada seca. Ao fundo, a linha do horizonte revela a imensidão da propriedade rural.

Desafio climático: Chuvas constantes comprometem o potencial da safra de milho em Mato Grosso

O setor agrícola de Mato Grosso enfrenta um desafio climático significativo que tem colocado os produtores rurais em estado de alerta. O excesso de precipitações tem atrasado o ritmo da semeadura da safra de milho 2025/26, empurrando as atividades para fora da janela ideal de plantio e gerando preocupações sobre a produtividade final. Esse atraso é um efeito cascata que começou ainda em novembro de 2025, com a semeadura da soja impactada pela falta de chuva, e que se agravou durante a colheita pelo excesso hídrico. Dados do projeto Aproclima, da Aprosoja MT, revelam um cenário severo: entre 25 de dezembro de 2025 e 25 de fevereiro de 2026, municípios como Diamantino, Nova Mutum, Vera, Sinop, Cláudia, Matupá e Querência registraram acumulados de até 900 milímetros, enquanto em outras áreas o volume variou de 150 a 500 milímetros. Esse excesso de chuva impede o tráfego de maquinários, sob risco de compactação e degradação do solo, deixando o agricultor à espera de melhores condições. O diretor financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, explica que o milho é uma cultura tecnicamente mais sensível que a soja, exigindo atenção redobrada: qualquer perda de estande devido às enxurradas gera um impacto direto e negativo na produtividade final. A vice-presidente sul da entidade, Laura Battisti Nardes, reforça que o prejuízo vai além da quantidade, pois o excesso de umidade durante a germinação e o crescimento compromete a viabilidade econômica e a qualidade dos grãos. Para produtores como Fábio Luis Bratz, de Nova Ubiratã, o sentimento é de cautela. Com o plantio ocorrendo fora da janela ideal, a preocupação central reside no comportamento do clima nos próximos meses, especificamente no período de floração. O produtor teme que, após o excesso atual, as chuvas cessem prematuramente, impedindo que o milho atinja seu potencial produtivo. Apesar do cenário incerto, o agricultor ressalta que o trabalho segue, com a esperança de que as condições meteorológicas se normalizem para cobrir os custos da safra. Diante dessas adversidades que impactam toda a cadeia produtiva, a Aprosoja MT segue monitorando as condições em todo o estado e apoiando os produtores para minimizar os prejuízos e garantir a continuidade das atividades no campo. Fonte: Aprosoja MT

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