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Alcolumbre lê pedido e CPMI sobre fraudes bilionárias no INSS

Publicado 18/06/2025 às 01:20 Por Atitude MT
Momento decisivo: Alcolumbre oficializa a CPMI que mira descontos ilegais em benefícios.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Congresso Nacional abriu, nesta terça-feira (17), um novo capítulo na crise dos descontos irregulares na Previdência. No plenário conjunto, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), leu o requerimento que cria a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada a investigar fraudes bilionárias nos benefícios do INSS. A leitura colocou um cronômetro de 180 dias sobre o caso, transformando desejo político em obrigação institucional.

“Vamos apurar cada centavo arrancado dos aposentados.”
Davi Alcolumbre, presidente do Congresso

O foco da investigação

As mensalidades surgiam nos contracheques de aposentados e pensionistas sem qualquer autorização. A descoberta aconteceu quando o aplicativo Meu INSS passou a exibir, em tempo real, o detalhamento dos descontos. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou ao parlamento que o valor total subtraído pode ficar entre dois e três bilhões de reais, quantia suficiente para custear duas folhas completas de quem recebe o piso da Previdência.

Como a CPMI será formada

A comissão terá quinze senadores e quinze deputados titulares, além dos suplentes. Cada bloco partidário indicará representantes de acordo com o tamanho de sua bancada. O cargo de relator, que conduz as oitivas e redige o parecer, é alvo de disputa entre aliados do Planalto e parlamentares de oposição. A escolha ocorre na reunião de instalação, marcada para o início de julho, quando também será eleito o presidente do colegiado e aprovado o plano de trabalho.

“Transparência total e responsabilidade pública: essa é a marca que esperamos da comissão.”
Davi Alcolumbre, durante a leitura do requerimento

Próximos passos em Brasília

Após a escolha da mesa diretora, a CPMI deve convocar entidades sindicais citadas pelas vítimas e executivos de bancos que operam consignados. A ideia é saber como as cobranças passaram pelos filtros do Dataprev até alcançar o contracheque de milhões de segurados. Parlamentares já falam em solicitar a quebra de sigilo bancário das instituições suspeitas, medida possível em comissões de inquérito. Se surgirem provas consistentes, o relatório final irá ao Ministério Público para possível denúncia criminal.

Impacto direto para aposentados e contribuintes

Aposentada do INSS segurando contracheque com destaque em vermelho para desconto não autorizado

Cada desconto não autorizado deixa menos dinheiro para remédios e contas básicas de famílias idosas. Se o ressarcimento não chega, a conta recai sobre o orçamento público, sustentado pelos impostos de todos. A fraude ainda corrói a confiança no crédito consignado, única linha mais barata disponível a muitos beneficiários. Por isso, especialistas em Previdência recomendam consultar o extrato de pagamento todo mês e contestar qualquer sigla desconhecida pela Central 135, no aplicativo ou nos Correios, guardando o protocolo como prova.

Reação dos envolvidos

Associações acusadas alegam ter autorização dos filiados, mas admitem falhas na comunicação. Bancos afirmam apenas processar dados enviados pelo Dataprev e prometem colaborar. O INSS criou força-tarefa para revisar convênios e agilizar devoluções. Juristas lembram que a simples existência da CPMI aumenta a pressão por soluções rápidas, porque nenhum gestor quer vincular sua imagem a perdas de aposentados.

Possíveis desfechos

Ressarcimento coletivo sem necessidade de ação individual caso a fraude seja comprovada
Mudança nas regras de convênios para evitar novos descontos sem autorização
Ações penais contra dirigentes e empresas envolvidas em irregularidades

Como proteger seu contracheque

Revisar mensalmente o extrato no app Meu INSS
Contestar imediatamente qualquer cobrança que não reconheça
Guardar todos os protocolos de atendimento
Ignorar ofertas de reembolso imediato feitas por telefone ou redes sociais

Com a leitura do requerimento, os descontos fantasmas saíram das conversas de balcão e ganharam palco nacional. A CPMI sobre fraudes bilionárias no INSS reúne documentos, ouve suspeitos e expõe como parte das aposentadorias desapareceu sem autorização. Quem depende do benefício ou paga impostos deve acompanhar cada sessão, fiscalizar seu extrato e cobrar transparência total. O relógio da comissão já está correndo.

Fonte: Redação

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