Levantamento do IBGE aponta produção 13,6% maior do que no ano passado. Região Centro-Oeste responderá, sozinha, por 51,1% da safra.
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, aponta que a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 332,6 milhões de toneladas em 2025. O número é 13,6% maior do que a safra obtida em 2024, quando foram 292,7 milhões de toneladas
A área a ser colhida este ano deve ser de 81,2 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 2,7% em relação ao ano passado.
A estimativa da produção mostrou variação anual positiva para todas as regiões do país: Centro-Oeste (17,5%), Sul (7,6%), Sudeste (14,7%), Nordeste (8,7%) e Norte (14,5%).
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O Estado do Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,5% na safra nacional, seguido por Paraná (13,5%), Goiás (11,6%), Rio Grande do Sul (9,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,4% do total.
Com isso, o Centro-Oeste responde, sozinho, por mais da metade dos cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no Brasil. Mas, ao mesmo tempo em que registra safras e produção recordes, a região enfrenta uma corrida diária contra gargalos logísticos que ameaçam sua competitividade. O assunto será tema do próximo Fórum Centro-Oeste Export, que acontece em Rondonópolis, nos dias 26 e 27 de junho.
O evento, organizado pelo Grupo Brasil Export, vai reunir autoridades, empresários e especialistas para debater infraestrutura, logística e transporte. Entre as presenças confirmadas estão Wellington Fagundes, senador e presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi); Jesualdo Silva, presidente do Instituto Brasil Logística (IBL), Sérgio Antunes, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso; e Danielle Silva Bernardes, gerente-executiva governamental da CNT.
“Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, a urgência por eficiência no transporte de grãos impulsiona uma transformação sem precedentes na infraestrutura, onde a palavra de ordem é intermodalidade. A solução para escoar as riquezas do Cerrado passa, inevitavelmente, pela integração estratégica entre rodovias, ferrovias e hidrovias”, defende o CEO do Grupo Brasil Export, Fabrício Julião.
Para os gigantes agrícolas, levar as safras de soja e milho das fazendas aos portos a um custo menor é o principal desafio. A combinação rodoferroviária desponta como o principal vetor dessa mudança. Terminais gigantes como o de Rondonópolis (MT), operado pela Rumo e considerado o maior da América Latina, são a prova concreta desse avanço.
A empresa estará presente no painel “As ferrovias no desenvolvimento da logística do Centro-Oeste”, junto com outros importantes players do setor.
Já no painel “Efeitos da Intermodalidade na Logística na Região Centro-Oeste”, vai discutir os impactos econômicos e sociais do uso de ferrovias e hidrovias. Estima-se que a migração de parte do volume de cargas para os trilhos gere uma economia de até 30% no custo do frete.
Um exemplo prático é o custo do transporte de uma tonelada de grão de Sorriso (MT) até os portos, que pode ser de US$ 20 a US$ 30 mais barato utilizando a ferrovia a partir de Rondonópolis, em comparação com o trajeto puramente rodoviário.
Embora com desenvolvimento mais lento, as hidrovias surgem como alternativas estratégicas de alta capacidade e baixo custo. A Hidrovia Paraguai-Paraná é uma rota importante para Mato Grosso do Sul, e seu potencial pode ser destravado com o processo de concessão, que entrou em fase de consulta pública em 2025.
Confira a programação, aqui: https://forumbrasilexport.com.br/eventos/rondonopolis-mt/
Fonte: Acessória





