A Prefeitura de Rondonópolis aderiu à Campanha Coração Azul, movimento internacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas promovido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC/ONU). A ação de conscientização foi realizada na unidade operacional da Polícia Rodoviária Federal, localizada no km 211 da BR-364, na saída para Cuiabá, com participação do Departamento de Ações Programáticas da Secretaria Municipal de Saúde. A iniciativa busca alertar a sociedade sobre a existência do tráfico humano e suas diferentes modalidades, crime considerado hediondo pela legislação brasileira. A técnica do Programa de Combate às Violências, Edna Rodrigues, explicou que a campanha visa trazer para a sociedade o entendimento de que o tráfico de pessoas existe e está presente no cotidiano, muitas vezes de forma imperceptível.
A escolha da BR-364 como local da ação não foi casual, considerando que as rodovias são as principais rotas utilizadas para o transporte de pessoas traficadas. Durante a abordagem, motoristas receberam panfletos informativos e orientações sobre os tipos de crimes enquadrados pela lei brasileira como tráfico de pessoas. A campanha também orienta sobre os sinais que podem indicar quando alguém está sendo explorado ou foi vítima de tráfico, já que muitas vezes esse crime acontece próximo às pessoas sem que consigam identificar. Rondonópolis está incluída entre os municípios que fazem parte da rota do tráfico em Mato Grosso, segundo dados do Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Cetrap). A cidade serve como rota de tráfico interno para o Pará, onde vítimas são submetidas a trabalhos forçados em fazendas, e também como rota de tráfico internacional, especialmente envolvendo bolivianos que são levados para São Paulo.
No Brasil, o tráfico de pessoas é considerado crime hediondo e frequentemente gera outros delitos como trabalho escravo, adoção ilegal, comércio de órgãos, exploração sexual e qualquer tipo de servidão. A Campanha Coração Azul utiliza o símbolo do coração azul para representar a tristeza das vítimas e lembrar da insensibilidade daqueles que compram e vendem seres humanos. Entre as precauções recomendadas estão pesquisar sobre contratantes antes de aceitar propostas que envolvam mudança de residência, deixar endereço e telefone com parentes e desconfiar de ofertas muito vantajosas. Para denúncias em situações suspeitas de tráfico de pessoas, existem dois canais principais: Disque 100 e Disque 180. A campanha reforça que pessoas não são produtos e não podem ter suas vidas tratadas como mercadoria, conclamando a população a apoiar essa missão através de denúncias responsáveis e conscientização social.
Fonte: Redação
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