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Oruam rebate operação policial e dispara: “Estão mentindo sobre mim”

Publicado 22/07/2025 às 13:00 Por Atitude MT
Oruam diz ser alvo de perseguição após operação policial
créditos: Mariana Pekin/UOL/Folhapress

O rapper Oruam afirmou que sofre perseguição depois que policiais cumpriram mandado de busca em sua casa no Rio de Janeiro. Em vídeos nas redes sociais, ele disse que agentes “inventaram versões” sobre o que teriam encontrado no imóvel e que sua família foi exposta sem necessidade. O artista alega que todos os bens apreendidos têm origem lícita e que apresentará notas fiscais e extratos para comprovar. Também garantiu que não foi preso, nem conduzido à delegacia, apenas orientado a comparecer quando intimado.

De acordo com o que o próprio cantor relatou, os policiais chegaram de manhã cedo, coletaram eletrônicos e verificaram o cofre. Oruam afirma que o mandado mencionava investigação por associação ao tráfico e lavagem de dinheiro, mas, segundo ele, “não havia nada que justificasse tamanha operação”. Disse ainda que a equipe divulgou informações distorcidas para a imprensa e que certas imagens circulando não condizem com o que ocorreu dentro da residência. “Estão mentindo sobre mim”, reforçou em um dos trechos publicados.

A defesa do artista informou que pedirá acesso integral ao inquérito e vai questionar a proporcionalidade das medidas adotadas. Advogados pretendem solicitar a devolução imediata de celulares e computadores por considerá-los instrumentos de trabalho. Eles também estudam mover ação por danos morais caso fique comprovado vazamento seletivo de dados sigilosos. Para o time jurídico, o fato de Oruam ter se apresentado espontaneamente e disponibilizado senhas mostra colaboração, o que contrasta com a narrativa de obstrução.

Nas redes, fãs reagiram divididos. Parte saiu em defesa do rapper, lembrando sua trajetória recente de ascensão e citando outros casos de artistas urbanos que já enfrentaram operações policiais sem condenação final. Outros pediram cautela, argumentando que o processo está em sigilo e que só documentos oficiais poderão confirmar quem fala a verdade. Influenciadores do cenário trap e funk compartilharam mensagens de apoio e levantaram a discussão sobre abordagem policial em periferias e contra figuras públicas negras.

Especialistas em direito penal ouvidos por veículos de imprensa lembram que medidas como busca e apreensão são autorizadas quando há indícios mínimos e pedido fundamentado da investigação. No entanto, exageros podem ser contestados judicialmente. Eles ressaltam que o investigado tem direito de acompanhar o cumprimento do mandado, registrar o que foi levado e requerer perícia independente, caso suspeite de adulteração de provas. Também alertam que declarações públicas precisam ser cuidadosas para não configurar interferência no inquérito.

Oruam disse que vai continuar trabalhando normalmente e que lançamentos previstos não serão adiados. Garantiu que pretende falar novamente assim que seus advogados analisarem o processo. Pediu ainda que o público não compartilhe boatos ou imagens sem contexto. “Vou provar cada coisa no papel”, afirmou. Enquanto isso, a polícia deve concluir os laudos dos materiais apreendidos e encaminhar relatório ao Ministério Público, que decide se oferece denúncia ou arquiva a investigação.

O caso ainda está em fase inicial. Até que os autos venham a público, permanece o confronto entre a versão oficial e o relato do artista. O desfecho pode levar meses por ora, o episódio reacende o debate sobre transparência de operações e o limite entre investigação necessária e exposição desproporcional de figuras públicas.

Fonte: Redação

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