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Exportações de Rondonópolis disparam: US$ 1 bi em 5 meses

Publicado 10/06/2025 às 12:31 Por Atitude MT
Terminal ferroviário de Rondonópolis carregando soja para exportação em 2025
Terminal lotado: grãos embarcando sem parar rumo ao Porto de Santos — sinal claro de uma economia em alta.

Quando falamos em agronegócio mato-grossense, costumamos pensar no Estado inteiro. Mas, de janeiro a maio deste ano, Rondonópolis roubou a cena, vendendo ao exterior US$ 1,039 bilhão em apenas cinco meses valor que a coloca no topo do ranking estadual e na 20ª posição nacional. Esses números mudam o retrato econômico da cidade e reforçam a urgência de discutir logística, mercado externo e sustentabilidade.

Panorama das exportações de Rondonópolis

Rondonópolis representou 9,6 % de tudo o que Mato Grosso exportou no período e 0,8 % das vendas brasileiras. A balança comercial local mostrou superávit de US$ 899 milhões, porque as importações ficaram em US$ 140 milhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pelo sistema ComexStat.

Para onde foi tanta mercadoria?

  • China — US$ 316 milhões (30,4 %)
  • Tailândia — US$ 211 milhões (20,3 %)
  • Outros 44 países completam o mapa, com destaque para Holanda, Vietnã e Indonésia.

O que a cidade vendeu

ProdutoParticipaçãoObservação rápida
Torta e resíduos de óleo de soja48 %Derivados alimentam indústria de ração animal
Soja triturada30 %Demanda asiática mantém preços firmes
Algodão em pluma14 %Fibras finas disputadas por tecelagens do Sudeste Asiático
Carne bovina4,3 %Cortes desossados e refrigerados seguem para mercados premium

Fatores que impulsionam o recorde

Safra robusta e dólar amigo

Colheita de soja em Rondonópolis com colheitadeiras em ação ao pôr do sol
Colheitadeiras avançam nos talhões e transformam grãos em dólares: o “ouro verde” que move a balança comercial.

Mesmo com ajustes climáticos, a colheita de soja registrou rendimento 4 % superior à média de 2024, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Em paralelo, o dólar a R$ 5,03 no acumulado do ano garantiu margem confortável ao produtor.

Logística sobre trilhos

A consolidação do corredor ferroviário Rumo-ALL reduziu o frete até Santos em 12 %. Isso explica o salto de US$ 237 milhões em exportações apenas em maio.

Diversificação de mercados

Nos últimos dois anos, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico negociou missões comerciais para Sudeste Asiático e Oriente Médio, abrindo portas para algodão e carne bovina — itens que agora engordam a pauta de vendas.

Desafios à vista

Gargalos rodoviários

A BR-163, principal via de escoamento até a Ferrovia Senador Vicente Vuolo, sofre com buracos e congestionamentos no período chuvoso. Transportadoras relatam aumento médio de 18 % no tempo de viagem entre fevereiro e março, elevando custos.

Pressão por rastreabilidade

A nova legislação europeia contra desmatamento impõe prazos curtos para comprovação de origem. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) corre para mapear 100 % das fazendas rondonopolitanas ainda em 2025.

Qualificação de mão de obra

Indústrias esmagadoras de soja projetam abrir 200 vagas no segundo semestre, mas sentem falta de técnicos em logística e mecânica. O Senai local já anunciou turma extra em julho.

O que esse resultado significa para você

Se você é produtor, transportador ou investidor na região sul-matogrossense, o marco de US$ 1 bilhão não é apenas um número: ele indica musculatura comercial e espaço para novas cadeias industriais. Para o morador comum, significa empregos mais qualificados e recolhimento de impostos que podem melhorar infraestrutura e serviços públicos.

Em apenas cinco meses, Rondonópolis mostrou que pode ser protagonista nacional no comércio exterior. Se conseguir avançar na logística rodoviária, atender exigências ambientais e qualificar a mão de obra, a cidade tem potencial para ultrapassar US$ 2,5 bilhões até dezembro. Os próximos passos dependem de políticas públicas e da capacidade do setor privado de manter o ritmo sem perder de vista a sustentabilidade.

Fonte: Redação

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