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Desafio climático: Chuvas constantes comprometem o potencial da safra de milho em Mato Grosso

Publicado 11/03/2026 às 21:28 Edileusa Jacyntho
Fotografia aérea de uma vasta área agrícola sob um céu nublado. À direita, um trator verde acoplado a uma plantadeira amarela e preta opera em um terreno que apresenta faixas de terra escura e úmida intercaladas com restos de palhada seca. Ao fundo, a linha do horizonte revela a imensidão da propriedade rural.
Operação de semeadura de milho em solo mato-grossense sob condições climáticas instáveis.Foto: Aprosoja MT

O setor agrícola de Mato Grosso enfrenta um desafio climático significativo que tem colocado os produtores rurais em estado de alerta. O excesso de precipitações tem atrasado o ritmo da semeadura da safra de milho 2025/26, empurrando as atividades para fora da janela ideal de plantio e gerando preocupações sobre a produtividade final. Esse atraso é um efeito cascata que começou ainda em novembro de 2025, com a semeadura da soja impactada pela falta de chuva, e que se agravou durante a colheita pelo excesso hídrico. Dados do projeto Aproclima, da Aprosoja MT, revelam um cenário severo: entre 25 de dezembro de 2025 e 25 de fevereiro de 2026, municípios como Diamantino, Nova Mutum, Vera, Sinop, Cláudia, Matupá e Querência registraram acumulados de até 900 milímetros, enquanto em outras áreas o volume variou de 150 a 500 milímetros.

Esse excesso de chuva impede o tráfego de maquinários, sob risco de compactação e degradação do solo, deixando o agricultor à espera de melhores condições. O diretor financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, explica que o milho é uma cultura tecnicamente mais sensível que a soja, exigindo atenção redobrada: qualquer perda de estande devido às enxurradas gera um impacto direto e negativo na produtividade final. A vice-presidente sul da entidade, Laura Battisti Nardes, reforça que o prejuízo vai além da quantidade, pois o excesso de umidade durante a germinação e o crescimento compromete a viabilidade econômica e a qualidade dos grãos.

Para produtores como Fábio Luis Bratz, de Nova Ubiratã, o sentimento é de cautela. Com o plantio ocorrendo fora da janela ideal, a preocupação central reside no comportamento do clima nos próximos meses, especificamente no período de floração. O produtor teme que, após o excesso atual, as chuvas cessem prematuramente, impedindo que o milho atinja seu potencial produtivo. Apesar do cenário incerto, o agricultor ressalta que o trabalho segue, com a esperança de que as condições meteorológicas se normalizem para cobrir os custos da safra. Diante dessas adversidades que impactam toda a cadeia produtiva, a Aprosoja MT segue monitorando as condições em todo o estado e apoiando os produtores para minimizar os prejuízos e garantir a continuidade das atividades no campo.

Fonte: Aprosoja MT

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Edileusa Jacyntho

Jornalista no Atitude MT, formada pela UNEMAT Rondonópolis. Atuo com cobertura de Política e Social, sempre com informação responsável. Também produzo conteúdos de entretenimento e trabalho com Comunicação Estratégica e Assessoria de Imprensa, transformando fatos em histórias e marcas em autoridade.

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